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Vitão: menos ou, mais?

O prefeito de Paraibuna, Vitão, transformou-se numa incógnita. Pelo menos a quem olhe a coisa aparentemente. De um lado, o prefeito precisa lidar com a herança do seu antecessor em meio à crise política e econômica que se desenrola; de outro, imprimir sua marca.
Afora todo tipo de especulação sobre o que está acontecendo na cabeça do prefeito, desde um rompimento com o próprio grupo político, a dita tentativa do Barros de impedir o Vitão de ser eleito, em favor da Helô, até mesmo de que o Vitão estaria rompendo com a histórica divisão política da cidade – Oposição/Grupo – o fato mesmo é que fatos e atitudes indicam a tentativa do prefeito de virar a página na administração da cidade.
Desde há muito tempo que o Vitão não é um quadro político tipicamente municipal; circula com desenvoltura no cenário estadual, articulando com deputados estaduais e federal. Isso sugere que o Vitão sabe que sua administração não é uma mera questão local. Sabe que não basta apaziguar as disputas locais, atender as demandas menores pra poder administrar; é preciso dar um paço além. E me parece que é isso que pretende.
O fato mais importante hoje é a modernização da prefeitura, mudar a maneira de administrar; fazer a gestão de uma forma nova. Parece que isso é o que vai se desenhando.
A gestão do Vitão, ainda é cedo pra dizer isso, mas vamos lá; lembra em alguma medida a administração do Joaquim Rico. Modernizar, avançar, criar uma nova cultura administrativa, algo mais gerencial, menos político. Todos sabemos o que aconteceu com o Joaquim, mas o Vitão tem o que aquele não tinha, cheiro de povo.

Quem ocupa de forma silenciosa e firme os espaços políticos deixados, em função da inesperada maneira do Vitão de conduzir seu mandato, é o presidente da Câmara, André Sampaio; tem recebido elogios e aprovação até da oposição. 

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