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sábado, 4 de fevereiro de 2017

Conservadores desesperados

Luciano Alvarenga

Depois de quarenta anos de lavagem cerebral, feita pela esquerda, dia e noite nesse país, nos encontramos hoje com a realidade, nos tornamos uns descerebrados.
Ao mesmo tempo em que o processo de lavagem acontecia, nos fazendo apagar todos os séculos de aprendizados, cultura e comportamentos consolidados pelo uso, a esquerda se vendia como a única saída pro país que éramos. Agora, que o engodo está explícito, a mentira perdeu o pudor de se esconder, e nos damos conta do que nos tornamos, o desespero se espraia de alto a baixo, e estamos como manada estourada, cada um gritando mais alto, querendo ser ouvido, apontando a saída, como se saída houvesse.
De repente, as pessoas imaginam que denunciar o terremoto, fosse impedi-lo de acontecer. O estrago já está feito, o terremoto já aconteceu, e o que estamos vivendo é apenas o contato com sua realidade; destruição geral, generalizada.
A corrupção de valores, a destruição da educação, a desestruturação das famílias, o fim da alta cultura, o esmagamento do bom senso popular, a religião transformada num supermercado da fé, a grosseria e mau gosto como norma de comportamento, a feiura implantada em todas as áreas e aspectos da vida, a promiscuidade elevada a símbolo de liberdade e felicidade; tudo isso é resultado desses últimos quarentas anos, no mínimo.
Perceber isso, agora, não faz essa realidade transformar-se como num passe de mágica. Assim como a esquerda levou décadas pra realizar o seu projeto de destruição da nação, reconstruí-lo, levará igualmente outras muitas décadas.  O estrago, a terra arrasada é um fato. Não pode ser mudado naquilo que é, mas impõe que a reconstrução comece.
Fundamental nesse momento é a prudência, lançar-se desesperadamente contra o inimigo, agora completamente reconhecido, é tão infrutífero quanto inútil. Alçar nomes, sejam esses, ou, aqueles, imaginando que ocupação dessa ou daquela cadeira de poder, mudará alguma coisa, é estupidez; aliás, ajuda o inimigo a manter o jogo no campo que lhe é favorável, o da disputa pura e simples do poder político eletivo.
O poder político é o último degrau, de um poder que se baseia no quanto está firmado nas bases da sociedade. Como sempre nos diz e, nos lembra Olavo de Carvalho, ocupar as igrejas, as universidades, as editoras, a imprensa e os jornais, as escolas, os sindicatos, as ONGs, e tudo o mais que seja expressão da sociedade na sua vida cotidiana, é mais fundamental que eleger um presidente, que cairá tão logo seja eleito. E ainda que não caia, certamente nada conseguirá fazer.  Collor caiu, não por causa de nenhuma das coisas que fez, caiu por que não tinha sustentação social, portanto, poder.
Desesperar-se em tampar os buracos no telhado, durante a chuva, quando o problema são os pilares que sustentam a casa, é agir de forma inocente e estúpida. O Brasil é um problema de longo prazo. Sua reconstrução é de baixo pra cima. Isso é o que podemos fazer, e a única coisa que poderá transformar a realidade em que estamos.
Por isso, perdemos uma ótima oportunidade em 2013, e em 2015, nos grandes e importantes manifestos de rua que produzimos, ali, poderia ter acontecido o inicio de maneira contundente dessa transformação; da mesma maneira que as diretas já, foram pra esquerda um momento catalisador do seu projeto. Assim como as diretas já, não foram a implantação do projeto da esquerda, mas um importante momento na sua execução, os movimentos massivos de 2013 e 2015, sequestrados por oportunistas e gente desesperada, perdeu-se como um momento histórico de retomada conservadora.
A primeira coisa que precisamos ter na cabeça, é entender o que está acontecendo e seus significados profundos, e com isso, caminhar em nome das mudanças. Luciano Alvarenga







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