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O que Rio Preto espera de Edinho Araújo

Luciano Alvarenga



Apesar de nutrir uma profunda admiração e respeito pelo professor e deputado Estadual, Orlando Bolçone, a vitória do Edinho pra prefeito em Rio Preto é algo profundamente importante pra cidade. Mergulhados numa crise política e econômica, com os maiores e mais importantes nomes da nação como alvos da operação Lava Jato, Rio Preto precisa de alguém que tenha sensibilidade pra entender a realidade atual e o que precisa ser feito.
Herdeiro de uma administração assolada por denuncias, desde o caso Júnior Baiano (saúde), passando pelo caso Luís Tavolaro, e ainda o escândalo das funerárias, e agora e mais recentemente o auxílio atleta, mais com cara de auxílio cabo eleitoral; a constroeste e sua ligação umbilical com o governo municipal; o fato é que não sabemos bem do que se trata essa administração que termina.
Segundo já informaram os jornais, Edinho é herdeiro de uma prefeitura quebrada, sem recursos, e com muita coisa pra colocar em ordem. São momentos como esses, que grandes dirigentes, grandes líderes se destacam, e é o que se espera do novo prefeito.
O momento urgi medidas inovadoras e que transformem a administração, de um amontoado de secretarias desconectadas, divorciadas umas das outras numa diretoria de projetos integradores, que tornem os mais diferentes setores da administração uma máquina que funciona conjuntamente e na mesma direção.
É o momento de um choque de gestão (não há nada melhor pra cidadania, que uma administração que funciona), de profissionalização da prefeitura, de reduzir a estrutura, diminuir o tamanho dos braços da administração, e fazer o poder público municipal fazer menos, mas bem feito (são 19 secretarias, sendo que pelo menos 10 delas poderia desaparecer/EUA tem 14 secretarias). Edinho precisa iniciar um processo de transformação da administração, hoje expontaneísta, inchada, voluntarista e tradicional, numa empresa enxuta, funcional, eficiente, moderna e conectada com os tempos atuais. Ou faz esse caminho, e entra pra história como um prefeito inovador e moderno, ou, certamente terá que fazer o tradicional, aumentar impostos, e precarizar ainda mais os serviços públicos.
Aumentar impostos, no momento de crise que vivemos, é o caminho que a sociedade rio pretense não aceitará facilmente, e revelará que o novo prefeito nada tem a contribuir com a cidade nesse momento crucial do país.
Empresas especializadas na modernização municipal, promovendo as bases para um choque de gestão, têm sido contratadas nesse sentido; BH, Curitiba e muitas cidades pequenas têm evidenciado a importância e significado dessa iniciativa.
O momento é de modernização municipal e, nesse sentido, permitir a Rio Preto o salto qualitativo e modernizador que a cidade espera a pelo menos uma década. Edinho Araújo tem a oportunidade de ser o timoneiro nesse empreendimento.

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