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Fora PT. Nunca fomos tão racionais

Luciano Alvarenga


A esquerda ainda não se recuperou da maior verdade lhe jogada à cara nesse ano e meio, as ruas não são mais suas. A tentativa, ainda durante o dia, nesse dia 13, de dizer que, eram as elites a ocupar as ruas do país inteiro, é uma evidência desse desnível perceptível inconsciente entre o fato, as ruas são do povo, não de quem os quer guiar; e o desejo de ainda manter o cajado, que antes guiava o povo em suas ruas. A esquerda perdeu as ruas, essa é sua maior perda e, a maior verdade desse momento.
A esquerda desespera-se ante a descrença geral, nela, mais do que em todos os outros. Isso por que ela se fez na catequese sistemática, de que apenas a esquerda era legítima e reta, ética e moral, pra guiar os povos do Brasil. Sem ética nem reta, nem legítima ou moral, a esquerda esgarça-se em palavrórios que nada dizem nem significam.
Desdizendo o que passou a vida afirmando, agora se apressa em clamar por paz, aqueles que afrontaram pedindo guerra. Agora chama à razão, a tormenta fúria que se agita sobre todos, resultado férreo da semeadura de ódio e divisão, que regaram as fileiras da esquerda durante décadas.
Deslegitimada, varada pela verdade que cada fase da Operação Lava jato revela, a esquerda joga sobre o povo a culpa, por seus próprios erros, por suas próprias escolhas. Acuada pela força bruta das ruas, se ressente de que os corruptos todos, não sejam espetados pelas varas da justiça e da própria rua. Ora, a justiça cuida de si mesma e do que a ela compete; e as ruas, só veem corrupto onde antes só existiam probos e honestos (à esquerda), porque os corruptos de sempre o são por vocação (e o povo os conhece), os corruptos da esquerda o são por escolha, e o povo só os conheceu agora.
É claro que a corrupção de que fala o povo é a corrupção da esquerda e não toda ela. Mas isso não muda nada. O povo não precisa de mandato pra ser povo, mas a esquerda precisa de crentes pra ser esquerda. Se o povo é o que é, isso resulta de uma dinâmica histórica inapreensível e que tudo revela, inclusive sobre o povo. Dizer que o povo é sínico porque não condena a corrupção de todos, é o mesmo que condenar o mar por não fazer onda em toda parte.
A esquerda quer fazer crer que corrupção não é tema legitimo de disputa política por que apenas dirigido contra ela. A esquerda, mais ainda o PT, ainda não se deu conta de que a questão de sempre é legitimidade, e eles, perderam a sua. A corrupção é leitmotiv contra esse governo, contra essa governança, contra essa visão de mundo. Mas não é a corrupção do PT e da esquerda que move as massas, o que move as massas é a náusea, o nojo, o enfado com essa gente, com esses discursos autoritários, com suas verdades torpes, com suas cidades mitos, com seus mundos-possíveis, mais idiotas quanto mais querem que larguemos nossas vidas de agora, pra viver a utopia de amanhã.
A esquerda ainda não se deu conta, e a Marina pagará altíssimo pela estupidez de acreditar no que acredita, que o Brasil que se levanta agora, é o Brasil de ontem. A esquerda quer que joguemos fora quinhentos anos de experiência, séculos de caminhada e sabedoria acumulada, pelas verdades cunhadas por uma dúzia de gente renegada e vagabunda, chutada e pária que nem entre os seus conseguiu lugar. Gente que passou a vida teorizando sobre coisas enquanto seus filhos e mulheres morriam de frio e medo, fome e desespero. Querem que sejamos guiados por um tipo torpe de gente, estrangeiros ao que somos e queremos, quando nós mesmos traçamos nossos destinos muito antes dessa gente existir.
A esquerda quis e tentou e quase ia conseguindo, transformar, nas palavras de Roberto Campos, “estudante que não estuda, trabalhador que não trabalha, intelectual que não pensa”, na matéria mesma da liderança do país. Quiseram que esse tipo de gente falsificada e rasa se transformasse no símbolo totêmico de todo o povo. Quiseram nos fazer acreditar que dinheiro sem trabalho é melhor que seu contrário, que escola sem educação liberta, que desejo não se refreia, mas retidão e moralidade precisam ser reprimidas.
O Brasil conhece a corrupção desde sempre, e o povo foi protegida dela durante séculos, dadas as virtudes cristãs incutidas. A esquerda conseguiu a um só tempo, inocular, nas veias da massa, a corrupção do metal e do comportamento. Corrompeu os pobres lhe fazendo acreditar no ganho sem trabalho e na pobreza como miséria moral; e fez toda parte se corromper nos gostos, costumes, regras, na vida cotidiana.
A esquerda fez o Brasil rebaixar-se; antes éramos pobres, mas honestos, agora continuamos pobres e moralmente miseráveis.
Numa última palavra; o que o Brasil não quer, não é somente a corrupção que a esquerda semeou por toda parte, é a própria ideia do que a esquerda é e, entende que deva ser as coisas. Luciano Alvarenga





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