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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Os descaminhos da Esquerda e do PT

Luciano Alvarenga 

A volta a prisão do ex-ministro do governo Lula, Zé Dirceu, no âmbito da operação Lava-Jato, é apenas uma das muitas coisas em andamento. Se sua prisão no processo 470, mensalão, foi acompanhada de sua exaltação como “guerreiro do povo brasileiro”, gritavam os petistas de todos os quadrantes, sua prisão agora se dá em meio a um enorme esquema de corrupção e propinas, que tinham o próprio Zé Dirceu como beneficiário. Se o punho estava erguido antes, a cabeça está rebaixada agora.
Mas não é apenas o Zé que cai, é todo um esquema de corrupção e poder que se dilui e desmancha à medida que as investigações do MPF avançam. E que esquema era esse? Ao PT nunca interessou apenas chegar ao poder e governar, como todos os outros antes dele; o partido dos trabalhadores queria mesmo, e esse era seu fim e intento, era transtornar toda a nação, virá-la ao avesso, transmutá-la, fazê-la ser e respirar o ideário da esquerda. Não um Estado laico, mas ateu; não uma nação miscigenada, mas dividida e separada em quantas cores fossem possíveis; não um país sincrético em sua religiosidade, mas dividido em ódios mútuos; não um país tradicional e conservador, mas estilhaçado pelas liberdades sem fim e sem limites; não um país buscando maturidade e cidadania, mas um Estado a serviço do Partido doutrinando as massas de acordo com as “verdades” desse mesmo partido. Não a incorporação das massas pobres há uma vida melhor, mas a sua completa sujeição e domesticação como massa de reserva eleitoral.
Desde sempre esse era o projeto do PT e de todos os grupos que a ele se sujeitou; o desejo de todas as lideranças, seja no partido ou, em ong’s, movimentos, na academia ou nos sindicatos era formar e ser uma nova elite de tipo “esclarecido” dizendo, guiando rumo à implementação da cartilha da Nova Esquerda; sexualidade, raça, religião, família, história, política, relações sociais, identidades, folclore, economia, pra tudo isso a Nova Esquerda tem uma infinidade de respostas em livros, intelectuais, palestras, artigos, que devem servir como norte a quem queira um outro mundo possível. (Roger Scruton/Thomas Sowell)
 O que está desmoronando não é o falido governo Dilma, é o ideário de esquerda, o viés progressista e liberticida de uma geração inteira de gente, que se propôs a transformar o Brasil numa nova Meca da esquerda mundial.
Petrobrás, Eletrobrás, BNDS, Fundos de Pensão são as instituições brasileiras, todas elas com um aporte de riquezas sem igual no país, e que deveriam servir, e serviram até aqui, como financiadoras do projeto político do PT e das esquerdas em geral. Impossibilitados de uma mudança social de tipo leninista, pelas armas e o golpe político, o PT ia transmudando tudo por dentro da ordem democrática, via eleições, e ocupando os espaços de poder em todos os poderes, e fazia isso ao mesmo tempo em que o dinheiro fluía daquelas empresas e instituições, comprando todos e o que fosse necessário pra manutenção sem fim do esquema. Ganhar eleições não era parte do jogo eleitoral e partidário, era condição fundamental pra manutenção do poder. Não sair mais do poder federal era condição sine qua non do processo revolucionário em curso – “revolução democrática”. Mudar tudo sem mudar nada, era a fórmula.
O alinhamento do Brasil na era lulopetista ao chamado sul-sul, era na verdade o alinhamento com China, Irã e os russos. Nesse grupo iam de roldão Argentina, Venezuela Paraguai, Uruguai e Bolívia. É assim que o Brasil saia de seu eixo histórico com o Ocidente e os Estados Unidos. A esquerda brasileira ainda não acordou do sonho socialista; o muro de Berlim, pra ela, ainda está de pé.
Mas não tenhamos dúvida, o Brasil é parte do mundo e a operação Lava-Jato é a maior evidencia disso. O que se esconde no pano de fundo pouco visível dessa operação, é toda a geopolítica global do petróleo, são os Estados Unidos trazendo o Brasil de volta pro seu raio de influência. Pré-sal, independentemente do PT é um fato, suas magníficas e imensas reservas, também. Pro EUA, o PT foi longe demais, não quando queria transformar o Brasil num paraíso liberticida, à moda da cultura anos 1960, mas quando quis se aproximar politicamente da China, Irã e tutti quanti.
O PT quis levar o Brasil a um lugar que nós nunca quisemos ir. Luciano Alvarenga

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