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sábado, 9 de maio de 2015

Sobre o silêncio dos políticos

Luciano Alvarenga 



Sobre o silêncio dos políticos
Há uns 15 anos atrás, em qualquer cidade brasileira, estaríamos nesse momento vivendo uma intensa movimentação política, com reuniões, conversas com lideranças de bairro, possíveis candidatos a vereador, visualizando possíveis coligações, possíveis e prováveis chapas, muitas conversas, mudanças de partidos, filiações, enfim, fazendo política, isto é, conversando.
Não há nada disso acontecendo. Absolutamente nada. Nem nas cidades pequenas onde a política costuma ser aguerrida e tradicional, também mais nada vemos; nenhuma movimentação, estão todas mortas politicamente.
É fácil de explicar. O dinheiro dominou tudo completamente. Por que fazer política e se jogar num jogo de conversas e convencimentos, se os partidos, os futuros candidatos majoritários podem comprar, seja lá quem for ou, o que precisar, no momento certo da campanha?
A crise política nacional é a expressão em latitudes maiores de uma crise que abarca tudo, da cidade pequena do interior até Brasília.
Chama a atenção isso porque a eleição está divorciada da realidade. Se pegarmos o caso das cidades, tenham que tamanho tiverem, perceberemos que suas populações estão nesse exato momento discutindo problemas, reclamando dos serviços, das obras mal feitas, de outras que nem deveriam estar sendo feitas, de candidatos que nunca aparecem nem nada falam sobre qualquer coisa que seja.
Isto é, as pessoas comuns estão envoltas com seus problemas cotidianos e que são os problemas que o mundo político deveria estar interessado, mas o que vemos é o mais completo desinteresse. Um ano e meio antes da eleição, e o que vigora é o mais completo silêncio.

Ano que vem votaremos no escuro ou, em nomes que imaginamos, seja lá por que razão, que eles serão bons nomes pra serem votados. A eleição virou exercício de futurologia. 

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