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sexta-feira, 8 de maio de 2015

"Agora sim a Comissão de Direitos Humanos vai se preocupar com cidadãos", diz Telhada

"Agora sim a Comissão de Direitos Humanos vai se preocupar com cidadãos", diz Telhada
SEX, 08/05/2015 - 15:38
ATUALIZADO EM 08/05/2015 - 15:48


Jornal GGN - Coronel Telhada, deputado estadual do PSDB indicado pela bancada tucana para compor a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), disse, em sua página oficial do Facebook, que "agora sim teremos uma Comissão de Direitos Humanos que realmente se preocupará com os direitos de todos os cidadãos."

Ex-comandante da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), Coronel Telhada escreveu, na manhã desta sexta-feira (8), que os "policiais militares são os verdadeiros defensores dos Direitos Humanos pois diariamente arriscam suas vidas por outros humanos e juraram sacrificar as próprias vidas, se preciso for, pela vida dos outros humanos." "Quer mais do que isso?", indagou aos insatisfeitos com sua indicação para a Comissão.

Em outubro de 2014, Telhada foi alvo da mesma Comissão de Direitos Humanos por ter feito manifestações duras contra a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Também no Facebook, ele postou: "Devemos nos submeter a esse governo escolhido pelo Norte e Nordeste? Eles que paguem o preço sozinhos."

"Direitos Humanos é para bandido"



Em entrevista publicada pelo canal "Focas no Foco", em setembro de 2013, Telhada, então vereador de São Paulo (o quarto mais bem votado em todo o Brasil), disparou contra os militantes dos Direitos Humanos.

"Direitos Humanos, para mim, é para bandido. No Brasil não existe direitos humanos. Direitos humanos é uma piada aqui. (...) Agora, quando você vê notícia de que a Polícia executou o coitadinho do bandido, só porque ele estava com um fuzil, ou do Amarildo, que desapareceu no Rio de Janeiro, que nem sei quem é esse cara, é muito interessante ver como os Direitos Humanos (atuam)."

"Nessa hora", continuou", "todo mundo quer se promover. Mas quando o guarda toma um tiro na barriga, ou fica aleijado com um tiro na espinha, e passa o resto da vida cagando em frauda, ninguém [dos Direitos Humanos] vai dar nem frauda para esse cara."

Na mesma entrevista, Telhada afirmou que nunca pensou em entrar para a política, pois via o ofício como coisa de corrupto, até que foi convencido por colegas policiais a buscar um mandato para defender os interesses da categoria. "Estou no PSDB porque me chamaram, mas não morro de amores por ninguém. Meu partido se chama Polícia Militar do Estado de São Paulo", pontuou.

Em outro momento da mesma entrevista, ele admitiu que tem porte de arma em tempo integral. "Só não ando com pistola no Plenário (da Assembleia) porque a lei não permite. Fora do plenário, sempre."

Já em vídeo publicado em abril de 2014, Telhada afirmou que optou pelo PSDB porque se identifica com a legenda em termos de "ética e honestidade", mas advertiu que quando o assunto é "segurança pública", o desempenho de seu partido é "desastroso".



Vítima de preconceito

Com 22 deputados na Assembleia, o PSDB escolheu Coronel Telhada e os deputados Carlos Bezerra e Hélio Nishimoto para ocuparem três vagas da sigla na Comissão que, até o final do ano passado, era comandada pelo ex-deputado Adriano Diogo (PT). A nomeação dos tucanos deve ser efetivada no final de abril.

A indicação de Telhada provocou críticas por parte de grupos ligados à agenda dos Direitos Humanos. O deputado Carlão Pignatari, líder do PSDB na ALESP,  reagiu aos comentários afirmando que o ex-PM é alvo de preconceitos.

“Vivemos em uma democracia e o deputado Telhada foi eleito legitimamente como representante da população. Por que, então, esse preconceito? A sociedade quer segurança, quer ter seus direitos humanos respeitados bem como os policiais de todo o Estado. A prerrogativa é que por um deputado ser policial ou médico ou dentista ou educador ou qualquer outra formação profissional ele estaria alijado de participar de comissão não correlata? E a liberdade de expressão e participação?”, escreveu Pignatari, em nota divulgada à imprensa.


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