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quarta-feira, 13 de maio de 2015

13 de Maio

Luciano Alvarenga

O 13 de maio até o ressurgimento do movimento negro, era uma data em que se comemorava, inclusive nas escolas, a lei áurea.
O movimento negro num misto de ignorância sobre a histórica e o desejo de ter um protagonismo hoje maior que os negros escravos do passado, conseguiu destruir o 13 de maio. Essa data que marcou o fim de séculos de lutas, sendo as últimas décadas e anos antes de 1888, marcada por imensa luta, violência, resistência, conquista e, enfim, a lei áurea, foi apagada pelo movimento negro contemporâneo.
Segundo as lideranças cegas do movimento negro, não há o que se comemorar com o 13 de maio. Eles querem que acreditemos que a princesa Isabel deu liberdade e não que ela foi conquistada pelos negros. Eles sabem que não é nada disso, mas que importância o movimento negro teria hoje se eles não apagassem o que foi feito antes. Criaram o dia da consciência negra, uma data qualquer em novembro.
Ao contrário dos negros escravos que arrancaram sua liberdade depois de uma luta histórica ao longo de anos e décadas, e que completava naquele momento a miscigenação, a mistura social e cultural gestada ao longo dos séculos entres negros, brancos e índios, o movimento negro atual num movimento reacionário quer reescrever a história negando aquela miscigenação , negando a contribuição negra, índia e branca a formação da cultura brasileira, vendendo a ideia empobrecedora e fundamentalista de que os negros possuem uma história própria e aparte da nação.
Enquanto o mundo mistura, o movimento negro quer separar. No início do século XX alguém pensava em separar, purificar, criar a raça pura.

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