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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Mulheres e nossa democracia

Luciano Alvarenga
Uma sociedade deve ser avaliada pelos vícios e virtudes que ela gera e não por aquilo que ela, a sociedade, quer que as pessoas sejam. As pessoas são o que são e, não o que queremos que elas sejam.
Tenho pensado muito nisso é acredito que com 30 anos de democracia, sendo 20 deles em governos de esquerda, estamos em condição de pensarmos sobre tudo o que vem nos acontecendo.
Por exemplo, andando por Rio Preto, sempre que alguém me vem pedir alguma coisa, nos semáforos, são homens. Muito dificilmente mulheres se expõem a essa condição. Andando pelos bairros de periferia, favelas e lugares pobres do Brasil, o que encontramos? Famílias quase sempre comandadas por mulheres; mães, tias, avós, e sobrinhas. Onde estão os homens?
É interessante que se a pobreza no Brasil é menos aviltante do que no passado, o que se observou ao mesmo tempo é que, à medida em que os discursos de liberdade e autonomia pregados pelos pensadores, políticos e intelectuais progressistas e de esquerda, se disseminavam pelo tecido social, as mulheres ficavam mais e mais sozinhas e abandonadas à própria sorte. Vistas cada vez mais como objetos de uso sexual por um masculino sempre e, mais e mais desresponsabilizados dessas mulheres.
O discurso sexual que nasceu pra trazer liberdade à mulher, tirando dela as amarras da tradição e do machismo, redundou no seu aprisionamento na pobreza e na solidão à frente de suas famílias.
      O preço da democracia e da liberdade sexual que grande parte das                 mulheres hoje paga, certamente é alto demais, e evidencia que nossa democracia tem menos valor do que parece. É uma democracia sem valor moral. 

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