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Rolezinho em Rio Preto

Luciano Alvarenga
O Diario da Região trouxe um vídeo sobre os rolezinhos de moto pela cidade. Eu já vi. Eles passam pelo meu bairro toda quinta feira. São muitas motos, acho que não chega a ser uma centena. Geralmente só passeiam, um ou outro impina. Ficam acelerando e fazendo barulho. Nada mais.
Parece aquela brincadeira de infância, “segue o reizinho”, tudo o que ele fizer, faça. Se esses passeios não se transformarem em arrastão, nada de errado neles. A bem da verdade eles expressam um vazio de sentido, de significado. Uma vida murcha em busca de ar que a encha.
Se apropriar da cidade, passear por ela, andar sem consumir. Fazíamos isso quando na adolescência de bicicleta. É claro que chama a atenção pela quantidade de motos, mas nada há de errado nisso, até que algo surja. Muitas pessoas moram na cidade, trabalha, vivem, compram, amam e sofrem, mas ainda procuram um sentido outro, maior, mais profundo. São as pessoas querendo dar colorido a uma vida diária árida e sem graça.
Daqui a pouco acabam e dão lugar a outro pequeno fenômeno urbano. Nada mais são que as pessoas querendo dar algum sentido as próprias vidas.






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