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terça-feira, 10 de março de 2015

É o fim do PT no governo

Luciano Alvarenga


O destino do governo Dilma será traçado nesse domingo dia 15 de marco. Havendo aderência à manifestação numa escala que seja um fato político de dimensões nacionais, o ritual político do impeachment certamente será iniciado.
O PT, que só vem conhecendo oposição de fato nesses meses recentes, não mais que um ano, chama de golpismo e terceiro turno o que na verdade é descontentamento e democracia. Pro PT só é protesto quando é liderado pela CUT, sendo qualquer outro é golpe da burguesia, a elite que odeia o PT.
Aliás, o PT que não economiza em dizer que odeia a classe média, odeia a elite, odeia a oposição, odeia os ricos, odeia qualquer um que não reza sua cartilha, esperneia e grita quando é criticado. Impressiona como não demora pra defensores, interesseiros, do partido em dizer que existe um ódio contra o PT. Doze anos no poder e o PT quer nos convencer que há ódio contra ele.
A campanha da Dilma ficou nas mãos do seu marqueteiro, João Santana, que a pintou como deveria pra que ela fosse comprada pelo eleitorado. Uma vez iniciado seu governo a Dilma de verdade apareceu e, o PT chama de golpismo e terceiro turno o fato da patuleia vir a público denunciar a fraude do produto comprado. A Dilma vendida na eleição não é essa que governa. E é isso que está nas ruas.
O PT sem projeto, por que governa com o projeto da oposição, não aceita o fato de que a população pobre, rica ou de classe média, escancare seu descontentamento nas ruas. Aliás, pro PT, classe média não pode protestar. É golpismo. É pra rir.
A Dilma é o poste que o Lula inventou pra voltar ao poder em quatro anos, mas o poste criou vida e quis mais quatro. Ocorre que poste é poste, e tudo que aí está diz duas coisas:
A primeira é que o projeto do PT está esgotado; querendo intervir em todas as fimbrias da vida cotidiana com sua cartilha politicamente correta fazendo o país ler o mundo a partir da esquerda, intoxicou a nação ao ponto do insuportável. Segundo, o Brasil não é uma marionete que possa ser manipulada o tempo todo, todo o tempo por um poste.

Há um ano disse: se a Dilma ganhar, não governa; se governar o PT sairá destroçado ao final do seu mandato. Parece que a primeira hipótese vai prevalecendo. 

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