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Brasil de ontem e de hoje

Luciano Alvarenga

Uma pergunta que me fazem é: afinal, o Brasil melhorou ou não.
Depende do que se compara, e de que maneira. Materialmente o Brasil melhorou nesses 40 anos?, melhorou. Mudou?, mudou, pra melhor, não.
Em primeiro lugar os pobres continuam pobres. Os miseráveis continuam precisando do governo. Em relação a isso nada mudou.
Ora, mas os pobres não viraram classe média? Não, o que houve foi uma atualização da pobreza. Ter uma casa, um celular, uma TV de 40 polegadas, uma máquina de lavar roupa e algum troco pra tomar uma cerveja e assar uma carne, é ser pobre. Alguém que não tenha nem isso, não é pobre, é miserável.
Nesse sentido existe algum problema em ser pobre? Não. Ter essas coisas é bom, e é bom que se tenha. Mas se olharmos o aspecto moral da coisa, pioramos. Diziam os pobres no passado, “somos pobres, mas somos honestos”. Honestidade era um sinal de dignidade. Isso se perdeu.
Hoje pouco nos importamos se somos honestos e ninguém está nem ai pra quem não seja. A ideia que graça por ai é que roubar, ou delinquir é uma maneira de tirar de quem tem.
Respeito, honestidade, hombridade, brio, honradez, trabalho, ética eram marcas a dar dignidade às pessoas, fossem pobres ou não. Isso se perdeu. Pioramos, então? Pioramos.

Não se constrói uma nação com televisão e celular com internet. Constrói-se uma nação com valores; coisas passam se deterioram e estragam, valores permanecem, são guias, GPSs indicando o melhor caminho.

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