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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

O caráter conservador da cultura brasileira

Luciano Alvarenga

O Brasil é um país que se dividiu. O intenso e quente clima político hoje nas ruas, e dia 15 de março vamos ver onde essa coisa toda vai dar, é apenas um lado da coisa toda.
O que está em questão não é apenas a corrupção na Petrobrás, os escândalos políticos, a Dilma que jogou seu governo no buraco, a economia que aponta tempos difíceis pela frente, a inflação que vai corroendo o salário de gente que vive de salário, o divórcio da classe política em relação à sociedade e seus graves problemas, a esquerda que faliu e virou apenas caixa de som berrando, dia sim outro também, contra a corrupção no governo FHC, como se ela não estivesse pra completar dezesseis anos no poder.
Esses são problemas do dia a dia. Uma hora ou outra se resolvem, de um jeito ou de qualquer jeito.
A questão de fundo é mais grave. O que está em jogo é o fato de que o Brasil é um país conservador, tradicional, de caráter religioso, interiorano, que entende a família como o esteio da sociedade e de onde, e apenas ai, é possível consertarmos as coisas. Esse país, conservador e tradicional está sob o ataque sistemático, diário, de forças ditas progressistas, que querem acabar com tudo isso.
Essas forças estão no poder federal a quase vinte anos, com previsão de ficar vinte e quatro anos. Mudando leis, modificando comportamentos, estimulando fracionamentos e divisões, criando todo tipo de ardil no sentido de fazer com o país o que o povo em geral não quer, nunca quis.
Ser de esquerda no Brasil é uma aberração em relação ao que é nossa cultura, ao que ela representa e como se formou. O descontentamento todo difuso sentido pelas pessoas no seu dia a dia, a bagunça, a desobediência, a falta de disciplina, a falta de hierarquia e ordem, o desrespeito generalizado, o fim da infância e a sexualização acelerada de crianças e jovens. Até a maneira como comemos no Brasil é uma evidência da divisão do país. Não há nada, desde uma escola pública e no que elas se transformaram, passando pelas famílias cada vez mais disfuncionais, que não esteja ligado a cultura de esquerda e progressista implantada entre nós desde o período militar.
O Brasil precisa se reencontrar com seu passado com suas grandes virtudes e sabedoria, nossa sociedade não aceita mais o caminho por onde nos empurraram nesses últimos 20 anos.


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