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Corínthians e palmeiras

Por Luciano Alvarenga


O jogo do corínthians e do palmeiras nesse sábado foi acompanhado de um imensa luta campal no entorno do Estádio.
Essa questão é velha, mas não é antiga. Há 50 anos ou, mais as torcidas de futebol assistiam os jogos no campo todas juntas. Não havia separação, entravam e iam se sentando e todos torciam.
Alguma coisa mudou, na verdade muitas coisas mudaram. Em primeiro lugar é o sentido de guerra que grandes parcelas das grandes cidades brasileiras vivem. No transito, na rua, no estádio, na torcida no emprego, o fato é que cresce a sensação de que a vida se transformou numa batalha.
A desumanização crescente das pessoas. O outro nada mais significa, é apenas alguém que não conheço e que merece meu desprezo. Quanto mais o discurso ideológico e pobre dos direitos humanos cresceu, mais cresceu a desumanização. Carros que viram caixas de som andando pela cidade é uma expressão desse desprezo pelo o outro.
Tivessem pego 15 anos de cadeia por vandalismo e violência em jogo de futebol, a violência já teria acabado.
O desrespeito, a falta de educação, a violência são as palavras de ordem nos grandes centros. Pessoas se juntam em bandos, gangues e se lançam contra todos que não da sua turma. Os discursos políticos dos militantes, que nasceram como palavras para um tempo mais justo, são hoje discursos odientos. Alguém disse assim, “vamos acabar com a família tradicional”, o que é isso senão violência?
O fato mesmo de não haver punição é um anabolizante que estimula mais e mais violência. Ou você acredita que as autoridades não saibam que são os líderes das torcidas organizadas? Sabem, mas tem o rabo preso. Os vândalos de hoje são os cabos eleitorais de amanhã.
Enquanto os bandidos seguem soltos, os vândalos quebram, matam e os donos do poder roubam agora na casa dos bilhões, homens e mulheres de bem estão cada vez mais encolhidos, cabisbaixos e desanimados.

É a ordem das coisas hoje.

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