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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Isabela Nardone foi morta em nome da felicidade

Luciano Alvarenga

Estamos as vésperas do natal, isso deveria significar, nascimento, vida nova, recomeço, harmonia e vida.
E é exatamente agora que ficamos sabendo que o avô de Isabela nardoni, aquela garota que foi assassinada pelo próprio pai com a ajuda da madrasta, pode ter sido cúmplice na morte da neta.
Pai mata, madrasta ajuda e avô esconde o assassinato ficando em silêncio. É o que denuncia ao ministério público uma anônima funcionária do presídio onde Carolina jatobá, a madrasta cumpre pena.
Como explicar essa ordem de coisas? Loucura não é, falta de comida ou ódio também não, simplesmente o desejo de ser feliz sem ser importunado.
Quem era Isabela, era a garota do casamento anterior, aquele casamento que não deu certo. Aquele casamento que fica na lembrança como um momento perdido.
Isabela é o passado convivendo no presente num casamento novo, onde ela não é parte. Afinal, ela é filha da ex-mulher, aquela que não quero ver, nem saber dela. Isabela é a pedra no sapato impedindo os dois pombinhos de viverem o amor e a felicidade.
Isabela precisa desaparecer pra que os dois possam viver sua felicidade sem problema, sem rancor, sem mancha nem lembranças passadas.
Afinal, não ouvimos nestes 30 anos que todos temos direito de sermos felizes, e, que ninguém pode nos impedir de realizar isso. Ninguém!!
Nem mesmo a filha da ex-mulher.
Alexandre matou a própria filha pra poder ser feliz num casamento que não cabia a filha do casamento falido, mal fadado, horrível e que acabou e que precisamos esquecer pra que não atrapalhe os sonhos de felicidade que agora Alexandre a e madrasta assassina podem viver.
E quem pode impedi-los de serem felizes, até o avô da garota entender a importância de se eliminar a pedra no sapato que impedia a nova família de ser feliz.
Por que é isso, o assassinato de Isabela revela o desejo de ser feliz.
Quando o desejo de ser feliz é mais importante que tudo, as vezes é preciso matar pra poder realiza-lo.
Precisamos pensar melhor quando dizemos que felicidade está acima de tudo. Tem muita gente levando isso a sério. Alexandre Nardone foi um.

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