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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Ressentidos e covardes

Por Luciano Alvarenga

Vivemos um tempo e uma sociedade de ressentidos e covardes.
E isso é fruto da ideia, propalada por aqui por certo tipo de discurso, que atribui tudo de ruim que acontece na vida de alguém como sendo culpa de um outro alguém.
Se você não é rico é por que alguém está com sua riqueza; se você é burro é por que os professores não lhe deram suficiente atenção na escola. Se as mulheres não te olham é por que elas são interesseiras e só pensam em dinheiro. Se você não sobe de cargo no trabalho é por que seu chefe não consegue ver sua superior inteligência.
Nos anos 1990 não se podia corrigir prova de aluno com caneta vermelha pra que ele não se traumatizasse, mas ou menos assim, o professor não podia dizer a um aluno burro, que ele era burro.
Essa coisa toda de nós nunca sermos responsabilizados por nada, é tudo culpa dos burgueses, dos ricos, dos que tem tudo, dos meus pais que não me amaram, dos padres que não me levaram a te Jesus, que chegamos numa sociedade de ressentidos e covardes.
Se você que me escuta for uma garota muito bonita e que chama atenção, tome cuidado. As feias te odeiam. As mulheres feias sempre odiaram as bonitas, especialmente na adolescência. Mas agora mudou uma coisa. Cresce o número de brigas violentas em que as feias se juntam pra desfigurarem o rosto das bonitas.
Na argentina está semana aconteceu de novo, numa rua qualquer duas feias se juntaram contra a bonita da rua. Em dado momento uma delas diz assim. vamos ver quem diz que você é linda agora” e “vai ficar como Chucky”.
Chucy é aquele boneco dos filmes anos 1990 feio pra caramba, cheio de cicatriz e violento.
A ideia de que meu infortúnio, pobreza, infelicidade ou feiura é culpa de alguém tá criando essas aberrações violentas. Gente invejosa, ressentida e covarde, incapaz de lidar com o que a vida é.





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