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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

O PT sabe mais o que é melhor pro seu filho que você

O PT sabe mais o que é melhor pro seu filho que você

20 de maio de 2014 às 19:25
O Prefeito de São Paulo, Fernando Hadadd (PT), aprovou o fim dos dias das Mães nas escolas de Sao Paulo e, em seu lugar, o dias dos cuidadores.
O sentido que anima a mudança é que crianças que não tem mães, porque elas as abandonaram, ou são criadas pelas avós, ou pelos tios ou, seja lá quem for, não pode ser constrangida por uma data que fala de mães que elas não possuem. Ainda que sejam a minoria.
A ideia é a mesma da aprovação automática nas escolas públicas de São Paulo, implementada pelo PSDB. Não se deve reter um aluno incompetente, despreparado por que isso é rotulá-lo, estigmatizá-lo e, impedir seu desenvolvimento cognitivo. Ou seja, não se pode punir o aluno com repetência pra que não pense que nada sabe, ainda que o fato seja esse, ele nada sabe.
O PT quer fazer crer que o desviante promete um mundo melhor e mais justo do que o reto. Que ter mãe é pior do que não tê-la; que ter cuidador, um tipo postiço que se prontificou com as melhores das intenções e vontades, no caso de não poder negá-la, a quem se viu sem mãe, é melhor do que a mãe. Mais ou menos assim, “se você não tem mãe, você é uma criança de sorte”.
Mãe, todos sabemos o que é o que significa quando exerce suas funções. Mãe é palavra antiga. Mãe Terra, Mãe d’Água, Mãe Natureza, Mãe de todos os Viventes, Mãe protetora, Mãe.
Cuidador tem outros significados. Cuidador de cachorro, espantalho (cuidador de hortas e plantações), cuidador de carros (flanelinhas), cuidador de doentes (antes era enfermeiro). A questão não é exatamente o termo cuidador, que pode alcançar as melhores acepções e sentimentos, a questão é trocar o dia das mães pelo do cuidador.
Como se um substituindo o outro pudesse se ocupar de suas funções. Uma mãe ausente é uma mãe ausente com tudo que isso significa de ruim na vida de um filho. A presença de um cuidador por melhor que possa ser jamais alcançará a força e a representação da mãe. Isso é um fato.
O que se esconde, por entrementes, na lei que acaba com o dia das Mães nas escolas não é tão generosa, como o é a relação que muitos cuidadores possuem com a pessoa que cuidam. Não é nos cuidadores e, sua generosidade, que pensa o PT quando aprova tal investida contra o cerne da família. Tirar a palavra mãe do calendário escolar é acelerar o passo em que anda o afastamento de pais e filhos.
Entregues que estão às escolas e creches, as crianças são cada vez mais resultado daquilo que se dá naqueles espaços de socialização e educação, com todos os seus problemas e limites, que já percebemos cada vez mais quais são.
Ainda que muitas mães tenham abandonado, seja lá pelo que for, suas funções maternais, o fato é que a maioria das mães sofrem, se angustiam e se atormentam pelo tanto de vida, exigências, cobranças e necessidades que são obrigadas a dar resposta nestes tempos de agora e, como conciliá-las com seus filhos, suas demandas, cobranças, necessidade de presença e amor, necessidades quase sempre impossíveis de serem transferidas pra outrem sem enormes prejuízos psíquicos e emocionais à criança.
A ideia do PT é fazer sumir do imaginário da criança, que possui mãe, que ela tem mãe. É como se ter mãe, ou não, nada signifique. Mãe, cuidadora, creche ou professor de judô é tudo a mesma coisa. Não é, e a literatura psicanalítica que trata do assunto só faz aumentar no sentido de dizer que mãe é fundamental e, não o contrário.
Acabar com o dia das mães é fixar uma bandeira tóxica no território da família tradicional.
O PT acredita, mesmo, que o problema do Brasil é a religião, a Igreja, o casamento tradicional, o interior do país, o caipira e sua cultura e, que isso tudo é que responde pelo atraso do Brasil. É como se estas coisas desaparecendo, uma mágica se sucederia; o Brasil emergiria pra modernidade. Dos 10% mais rico da nação (que tem quase metade da riqueza nacional) e, que ele PT permitiu ficar ainda mais rico, nada diz.
É interessante observar que quanto mais o PT abandonou sua agenda de transformação social e Ética ao longo de sua escalada ao poder, mais se aferrou as bandeiras liberticidas dos comportamentos heterodoxos. Quanto mais próximo dos interesses do status quo dominante, diga-se, banqueiros e rentistas, mais se imiscuiu com todo tipo de cultura fronteiriça e à margem.
Por fim, a ideia do PT é substituir a cultura tradicional, religiosa, interiorana, arraigada em raízes profundas e antigas, por outra, que deverá ser guiada pelos sábios e sabichões do PT e, de muitos movimentos políticos e sociais ao PT atrelado, gente que mal sabemos quem são e, o que realmente pensam.
O pessoal do PT acredita que sabe mais o que é melhor pro seu filho do que sua família. Luciano Alvarenga

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