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Mortes por depressão crescem 705% em 16 anos no Brasil

Luciano Alvarenga Debate "Depressão" ao vivo, 11 da manhã dia 25.08, na TV da Cidade (NET Rio Preto) ou no site www.tvdacidade.tv 

Terceira idade concentra a maioria dos casos

18/08/2014 | 15h02
Mortes por depressão crescem 705% em 16 anos no Brasil Stock.xchng/Divulgação
Casos de depressão tem aumentado nos últimos anos, principalmente nas grandes cidadesFoto: Stock.xchng / Divulgação
Em 16 anos, o número de mortes relacionadas  à  depressão cresceu 705% no Brasil,  segundo dados do sistema de mortalidade do Datasus. Estão incluídos na estatística casos de suicídio e outras mortes motivadas por problemas de saúde decorrentes de episódios depressivos.
Foi a depressão, somada à dependência química, o que provavelmente levou o ator americano Robin Williams , de 63 anos, a se matar, na segunda-feira passada, dia 11. Os dados mostram que, em 1996, 58 pessoas morreram por uma causa associada à depressão no Brasil. Em 2012, último dado disponível, foram 467.
O número total de suicídios também teve aumento significativo no Brasil. Passou de 6.743 para 10.321 no mesmo período, uma média de 28 mortes por dia. As taxas de suicídio são muito superiores às mortes associadas à depressão porque, na maioria dos casos, o atestado de óbito não traz a doença como causa associada.
No Brasil, a faixa etária correspondente à terceira idade é a que reúne as estatísticas mais preocupantes. No caso de mortes relacionadas  à  depressão, os maiores índices estão concentrados em pessoas com mais de 60 anos, com o ápice depois dos 80 anos.
No caso dos suicídios, embora os números absolutos não sejam maiores entre os idosos, a maior taxa de crescimento no período analisado ocorreu entre pessoas com mais de 80 anos. Entre 1996 e 2012, o suicídio cresceu 154% nesta faixa etária.

Incidência de depressão tem aumentado nos grandes centros urbanos
Segundo especialistas, o aumento de suicídios e de mortes associadas  à  depressão está relacionado com dois principais fatores: o aumento das notificações e o crescimento de casos do transtorno.
– Como o assunto é mais discutido hoje, há maior procura por atendimento médico e mais diagnósticos. Mas também está provado, por estudos epidemiológicos, que a incidência da depressão tem aumentado nos últimos anos, principalmente nos grandes centros – disse Miguel Jorge, professor associado de psiquiatria da Unifesp.
Jorge explica que, além do componente genético, que pode predispor algumas pessoas à doença, fatores externos da vida atual, como o estresse e a grande competitividade profissional, podem favorecer o aparecimento da doença.
No caso dos idosos, a chegada de doenças crônicas incuráveis, o luto pela perda de pessoas próximas e a frustração por não poder mais realizar algumas atividades os tornam mais vulneráveis à depressão e ao suicídio.
– Um estilo de vida estressante, o uso de drogas e álcool e a insatisfação em diversas áreas são fatores de risco para a doença. Fazer escolhas pessoais e profissionais que ajudem a controlar esses fatores é uma forma de prevenir a depressão – diz o especialista.
*Estadão Conteúdo
http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/noticia/2014/08/mortes-por-depressao-crescem-705-em-16-anos-no-brasil-4577862.html

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