Pular para o conteúdo principal

Tem muta gente que fala mal de política imaginando o mundo de Alice

http://www.lucianoalvarenga.blogspot.com.br/

A eleição começou de fato. Emerge a partir de agora os militantes, os eleitores bem informados e formadores de opinião, os que estão desencantados com a política e se mantém à distância, mas também aqueles que têm ódio de político e da política.
e que político é, sem exceção, ladrão e corrupto. Gente que não presta, sem vergonha. Falam com ódio, com muita raiva, são grosseiros quase sempre, e avessos a qualquer argumento.
Sua contundência trai frustrações muitas. Seu discurso é baseado no mundo de Alice ou, em algum conto de fadas (falso, por que todos os contos falam justamente dos dois lados do humano) onde o ser humano é bom e justo e nada de mal acontece. Falam da política como se ela não fosse expressão do mundo real; mundo esse onde temos doença, nossa família não é a maravilha que nos parecia na infância, as pessoas queridas morrem, amigos nos traem, nossos sonhos muitas vezes não se realizam.
Esse é o mundo real, mas os que têm ódio da política e dos políticos não aceitam a realidade de que a política é apenas mais uma interface da sociedade, uma expressão dela. O ser humano é, quase sempre, bom e mal ao mesmo tempo, ponto.
Odiar a política como se fôssemos a madre Tereza de Calcutá ou irmã Dulce, é infantilidade, quase sempre expressão de frustrações e recalques.
Políticos são como os professores, padres e pastores, empresários e médicos, imprensa e jornalistas, cheios de defeitos e qualidades.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Se o mundo tivesse 100 pessoas LEGENDADO (premio Cannes)

Ter pinto é crime

Luciano Alvarenga
Uma coisa é o movimento feminista, outra, são as mulheres. Feministas gostam de política, ou pelo menos de terem contra o que levantar suas bandeiras de ódio; mulheres gostam de homens e de uma vida alem da política. O movimento feminista foi desde o princípio, pelo menos aquilo que se pode chamar assim, nos anos 1950, não em direção as mulheres, mas contra os homens. O homem sempre foi o alvo do movimento; não se trata de libertar a mulher seja do que for que se imagine ela precise ser liberta, mas de constranger o masculino de tal forma que o movimento feminista, não as mulheres, tenha mais e mais poder. Aliás, o movimento feminista não está nem ai com as mulheres, basta ver o absoluto silêncio desse movimento em relação à presença de um jogador de vôlei masculino (há quem acredite que lhe terem amputado o pênis e convertê-lo numa vagina, o tornou mulher, kkkkk) num time feminino, sem que isso cause o menor constrangimento político no movimento feminista (aqui é mais…

Sem chão nem utopia

Luciano Alvarenga A grande promessa da modernidade foi oferecer liberdade contra tudo e qualquer coisa que pudesse impedir os indivíduos de fruírem a vida sem amarras. Podemos dizer que, tal liberdade foi conquistada plenamente, e ainda que alguns resquícios de passado, com suas imposições e limites ainda resistam, derretem rapidamente nesse momento; não deixando atrás de si nada que possa servir como estandarte pra novas rebeliões. Não há contra o quê se rebelar. Todos os sólidos do passado, seja moral ou secular, estão liquefeitos; ao indivíduo resta apenas o destino de se guiar, tendo a si mesmo como referência. Ao mesmo tempo em que goza de todas as liberdades, vividas ou sonhadas, realizadas ou posta como possibilidade, o que se desenha nas pegadas daquele indivíduo é o medo, o receio, a insegurança, a incerteza em relação a si mesmo e aos seus destinos possíveis. A própria ideia de destino nada mais é que uma imagem, uma ilusão de quem ainda pensa que se guia de acordo com alguma r…