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terça-feira, 22 de julho de 2014

A crise em Paraibuna é política


Luciano Alvarenga

Pra você ver como são as coisas. Em 2008, quando o Loureiro disputava a reeleição, o William, diretor da Fundação Cultural de Paraibuna, era o melhor e mais bem avaliado nome da administração. Tinha a aprovação até da oposição ao prefeito. Se tivesse sido candidato a vereador naquela oportunidade, muito provavelmente teria sido eleito.
Quando se discute quem será o adversário do Vitão em 2016, o nome do João Batista vem a mente; mais por falta de opção. Caso o William tivesse sido candidato em 2008, hoje seria o melhor nome pra disputar a prefeitura na oposição. Hoje, muito provavelmente, o William teria dificuldade em se eleger vereador.
Um nome pouco lembrado nas rodas políticas, mas um bom nome, é da Lurdinha do Beto. Ela tem condição, tem força, aglutina apoio e, é a mais qualificada pessoa na cidade pra concorrer ao governo da cidade. Mas ninguém lembra dela.
Na Câmara de vereadores está cheio de candidato, mas nenhum tem estofo nem envergadura pra sustentar uma candidatura a prefeito. O que evidencia o tamanhinho da câmara. Por outro lado, todos querem ser vice de alguém. Especialmente do Vitão.
Você sabe quem é vice do governador de São Paulo? E o vice do Carlinhos de Almeida em São José? E quem foi vice do Dr. Zélio em Paraibuna? Chama a atenção a quantidade de vereador em Paraibuna querendo partir pro anonimato na condição de vice. O Vitão consolidou a ideia de que vice leva a condição de prefeito.
Enquanto isso a candidatura do Vitão desbarranca a cada festa que ele participa. O Vitão está convencido que é possível ser eleito sem fazer política. Depois de ficar 12 anos na fila na condição de vice, ele está cansado; seu único interesse são os votos. Desistiu do seu grupo político, está cada vez mais longe da Câmara e, influencia cada vez menos as negociações de bastidores. Nem o PSDB recebe sua atenção, basta ver o que pensam os vereadores eleitos do partido.
Barros-Vitão começaram como uma alegre promessa, mas ser perderam completamente ao longo do caminho. Antigos amigos se afastaram, apoiadores estão ressentidos, políticos mais experientes foram relegados; Barros e Vitão são hoje dois nomes tentando escapar do naufrágio. A verdade disso é o fato de que nem Barros nem Vitão deram a mínima pro linchamento político a que foi exposta a vereadora Helô; depois da votação consagradora dessa vereadora, não fizeram nada pra que ela fosse eleita presidente da Câmara. Como alguém que quer ser eleito prefeito não consegue compor politicamente com a vereadora mais bem votada da história da cidade e, nome do seu próprio grupo político.

Pra finalizar e, apesar disso tudo, é incrível como o João Batista não está nem um pouco interessado no que ocorre na cidade. Fosse mais maduro e soubesse o que realmente quer, certamente estaria mergulhado na realidade política da cidade e, construindo uma vitória que seria sua, caso realmente a quisesse.

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