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Da série “Os possíveis candidatos a prefeito em Paraibuna”: Vitão


A vida do Vitão é a busca pelo sentido maior que é ser prefeito da cidade. Desde os primeiros anos de sua juventude, os jogos do Corinthians em sua casa, esse é o único sentido na vida do Vitão.
Desde sua derrota a vereador, entretanto, o lugar de vice na chapa do Barros passou a ser mais que um cargo, transformou-se numa proteção. Como vice ele é uma espécie de faz tudo pra todo mundo sem o ônus de ter que dizer não, desgaste assumido pelo Barros.
Desistindo desde logo de ser vereador, evitou o desgaste natural do legislativo e, do teste de ferro da sobrevivência política. Por razões pouco compreensíveis, o Barros deu um espaço de ação ao Vitão que, vice nenhum teve até hoje na política. No primeiro mandato do Barros, o Vitão era chamado de prefeito, o prefeito de fato. Eu me pergunto se o Barros permitir que o Vitão fosse chamado de prefeito e, agisse com agiu, não escondia uma segunda intenção, ainda não revelada, do prefeito.
O Vitão desperta dois tipos de sentimento. Os que o amam incondicionalmente e, querem vê-lo prefeito. E os que até gostam dele, mas não acham que ele tenha cancha pra ser prefeito. Esses dois grupos de misturam, se embolam, se confundem e o tamanho deles pode decidir a eleição. Muita gente aprova o Vitão como pessoa e, ele realmente é um cara bacana, mas podem não votar nele.
O segundo mandato do Barros tem se transformado num calvário pro seu vice. Isso por que o Vitão se comportou como uma espécie de subprefeito no primeiro mandato, quando as coisas iam bem. Agora que a prefeitura afunda numa péssima administração, ele não pode simplesmente fingir que não faz parte.
Quanto pior é a administração do Barros, piores são as chances do Vitão. Ainda que isso não defina nada de antemão. De qualquer forma, o Vitão começa a conviver com o desgaste crônico de material; isto é, tem muita gente cansada, ressentida e amargurada com o Vitão, muito antes dele ser prefeito.
Faz mais de mais de 12 anos que o Vitão está em campanha sem nunca ter disputado uma eleição. Junte-se a isso, o fato de que virou uma espécie de produto fácil, está em todas as festas, em todas as fotos, em todos os nascimentos, em todos os lugares. O Vitão é onipresente na vida pública de Paraibuna, de tal forma que ficou velho como político sem ter aproveitado o fato de ter sido novo. Numa linha, Vitão nunca foi prefeito da cidade, mas parece que sempre foi.
A vida do Vitão teria sido mais fácil caso não tivesse surgido uma mulher, especificamente, a vereadora Helô. A vereadora, que não existia politicamente quando o Barros perdeu sua primeira eleição pro Loureiro, hoje é uma postulante fortíssima a prefeita no lugar do Vitão.
Outra coisa que a Helô trouxe ao Vitão e, que ele desconhecia, é o conhecimento da verdade sobre as pessoas que o apoiam dentro da Câmara. Vitão sabe, embora não acredite ou, não queira acreditar, que não pode confiar em nenhum deles, todos trocariam um lugar na fila com ele por uma grande chance com qualquer um.
Talvez o Vitão devesse ter aceitado o convite do PT e, ter saído candidato contra o Barros em 2012. Se perdesse lá, ganharia agora, certamente. Mais que isso, poderia ter inaugurado o vitãozismo. Luciano Alvarenga
PS: um golpe de morte do Vitão em qualquer adversário seria ter o JB de vice.



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