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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Da série “Os possíveis candidatos a prefeito de Paraibana”: João Batista

Da série “Os possíveis candidatos a prefeito de Paraibana”
 João Batista

Depois do PT ter insistentemente tentando trazer o Vitão pro partido, pra que esse o representasse na eleição de 2012, acabou que o então vereador do PPS, João Batista, é que saiu candidato do PT no município.
O JB teve os votos que a oposição sempre tem nas eleições municipais. Votos esses que pouco significa pra se entender o candidato, pelo menos ainda. Três mil votos, pouco mais, pouco menos, são em geral os votos da oposição, seja quem for o candidato.
A questão é, JB consegue romper essa barreira limitada de votos. A julgar pelo ânimo com que tem discutido a cidade e, aparecido nos debates públicos até agora travados, a resposta é não. A impressão que dá é que o candidato do PT espera que, a dupla Barros/Vitão vá mal até o ponto que o povo vote nele como uma reação ao prefeito e seu vice.
A aposta é arriscada por alguns motivos óbvios e outros nem tanto assim. Os óbvios é que ser candidato da rejeição numa cidade em que as variáveis e, as possibilidades são mínimas pra além do conhecido, pode acabar numa estrondosa derrota.
O povo está arisco, mais informado, mais desconfiado, menos emocional. Mas por outro lado, tá pouco disposto a trocar seis por meia dúzia. Se o prefeito está mal, o que não quer dizer que estará daqui a dois anos, isso não dispensa o JB de fazer campanha, colocar seu nome na rua, discutir com as pessoas, cativar os descontentes, liderar a oposição (que vagueia sonsa sem um nome que a lidere), conversar com os jovens, andar pela cidade e, se colocar de fato como um nome viável e com projetos e propostas reais.
Entre o ruim que a cidade conhece, mas simpático, agradável, acessível, que está no meio das pessoas e entre elas permanece e, outro, distante, desconhecido, inacessível, de que nada se sabe do que pensa e quer e, além de tudo, sumido e, que ninguém garante se bom ou, ruim, fica-se com o conhecido. A eleição não ira cair no seu colo JB. Acredite-me.
Os motivos não óbvios. Nos últimos vinte anos, a oposição não ganhou nenhuma eleição por seus próprios méritos. Nas duas vitórias da oposição havia um elemento de fundo, nos bastidores, que construiu a derrota do Grupo e, possibilitou a vitória da oposição – Luiz de Gonzaga Santos, ex-prefeito.
O Dr. Zélio surgiu na vida política da cidade pelas artimanhas do Gambá. O Gambá é que temendo uma vitória do Jaime, que pudesse alijá-lo do controle político da cidade e, impossibilitasse a continuidade do seu mando, é que articulou nos bastidores da oposição o nome do mais importante e lendário médico de Paraibuna. Jaime perdeu, e, o Gambá voltou na eleição seguinte pra mais dois mandatos. Diga-se de passagem, que antes do Dr. Zélio ser convencido a ser candidato, o Gambá havia sondado o não menos lendário Dr. Levindo, esse se recusou peremptoriamente.
Mais tarde, quando o Loureiro, candidato da oposição, ganhou do Barros, por uma diferença de meia urna, ganhou por que o Luiz, mais uma vez, tentava impedir o crescimento de um nome, João Sales, que pudesse diminuir sua influência e poder política na cidade. E o João Sales tinha força pra isso. O Loureiro surge na cidade como um circo mambembe, do nada, de repente e, tão de repente como chegou, saiu. Loureiro sabe-se hoje, era conhecido do Gambá de outros carnavais.
Nesse segundo movimento, o Gambá destroçou com a melhor oportunidade da oposição desde o Joaquim Rico nos idos dos anos 1978/1982. João Sales foi a melhor oportunidade da oposição, mas como não é político de fato, não resistiu em ser apenas coadjuvante do Loureiro.
Rememoro estas histórias pra que JB saiba que ganhar uma eleição em Paraibuna, na condição de oposição, vai exigir dele mais inteligência, malícia e sola de sapato do que ele imagina. O Gambá está na cena e, me parece, ainda é quem melhor manipula o tabuleiro político na cidade.

Alem disso tudo, JB, tem outra pessoa que pode ocupar o seu lugar, é a Helô. Luciano Alvarenga

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