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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Entenda porque os pobres estão dando rolês


O rolê do Brasil

Recomenda-se imprimir, recortar e fixar por um tempo o quadro abaixo em local visível.
Editoria de Arte/Folhapress
O importante é conservar a mensagem desses números.
Os rolezinhos nos shoppings e os protestos de junho.2013 têm muito a ver com isso.
E o mau humor dos mais ricos, apartados dessa realidade até há pouco.
A pirâmide na arte lembra (e informa os desavisados) como ainda somos pobres.
Em sua base, 66% das famílias brasileiras vivem com até R$ 2.034 ao mês. Isso dá R$ 656 por cabeça (R$ 21,50 ao dia), considerando a média de 3,1 indivíduos por família.
O Brasil privado evoluiu muito na década que antecedeu o governo Dilma. Foi a era da tal ascensão das classes D/E à C.
O impressionante aumento dos impostos no período permitiu massificar as bolsas sociais e benefícios da Previdência.
Milhões foram tirados de suas "cavernas" nessa distribuição da renda forçada, que achatou a classe média.
O movimento desencadeou aumentos no emprego, no salário mínimo e na renda.
A ortodoxia pró-mercado FHC-lulista daqueles anos encorajou a expansão das empresas e do crédito. O endividamento das famílias serviu de mola para desdobrar o consumo.
Resultado: 40 milhões de brasileiros subiram para a classe C –nomenclatura relacionada prioritariamente ao consumo.
Lazer e educação não pesam aqui. Mas é óbvio que mais renda e consumo ampliaram o acesso à educação e a serviços de informação, como a internet.
Agora, o bom ritmo dos anos Lula diminuiu à metade sob Dilma e sua lógica econômica rudimentar.
Mas o país ainda pobre, com empregos mal remunerados, está em outro patamar. E pressiona por mais serviços públicos e outras diversões.
Os ex-excluídos estão aí. Metendo o pé na porta. 
fernando canzian
Fernando Canzian é repórter especial da Folha e editor do "TV Folha", exibido aos domingos na TV Cultura (19h30 com reprise às 23h). Foi secretário de Redação, editor de política e do "Painel" e correspondente da Folha em Nova York e Washington. Vencedor de dois prêmios Esso, é autor do livro "Desastre Global - Um ano na pior crise desde 1929".

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