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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

As estrategias dos principais nomes políticos em Paraibuna


Barros, Helô, João Batista, Vitão, Laurinho e Baby são os principais nomes, em ordem decrescente, na cena política municipal de Paraibuna neste momento. Mas o que está acontecendo com estas pessoas enquanto a prefeitura de Paraibuna vive um momento sem fim de descalabro, desorganização, desgoverno, falta de liderança e, portanto, profunda crise de gestão?
Não vou mencionar o fato de que a senhora Leila emergiu do anonimato pra se transformar no nome que realmente manda no dia a dia da administração local, fato que talvez explique bastante do descabro que os paraibunenses estão vivendo a meses.
O Vitão continua vivendo a ansiedade de ser o vice que precisa ser eleito prefeito; custe o que custar. Assim como o Barros de vice virou prefeito, o Vitão imagina a mesma coisa, ocorre que a situação do Vitão deteriora a cada dia: sendo o vice mais atuante na administração que Paraibuna já conheceu, quanto pior é o segundo mandato do Barros, pior ao Vitão.
Por outro lado, o vice prefeito passou a conviver com o fantasma de que a cunhada do prefeito, a vereadora dos quase mil votos, seja a candidata dos sonhos do Barros. A Helô precisa ser candidata a prefeita e, isso ela não esconde em conversas, ao pé de orelha, que mantém com algumas pouquíssimas pessoas. O dilema da Helô e que explica a razão dela querer ser a candidata, é o seguinte:
- Teve quase mil votos, virou o nome feminino mais importante do PR em São Paulo.
- Ser vice do Vitão é um cargo muito aquém do enorme tamanho político que ela adquiriu.
- Se for candidata a vereadora novamente é muito pouco provável que aumente sua votação, correndo o risco - tendo em vista o estado desastroso da administração executiva, e, do fato de que os homens na Câmara empurraram a Helô pra escanteio no Legislativo - de ser reeleita sem brilho, com menor votação e perdendo o momento excelente que ainda desfruta pra uma candidatura ao Executivo da cidade.
- Por último e mais importante. Se não for candidata a prefeita, o Vitão ganha da oposição. Uma vitória do Vitão é uma vitória de oito anos. Isto é, dificilmente a Helô terá melhores condições para disputar o Executivo. Sem contar que depois de oito anos do Vitão, o Barros ainda é jovem o suficiente pra tentar voltar.
A Helô sabe que uma candidatura sua a prefeitura passa primeiro por inviabilizar o Vitão. A melhor maneira disso ser feito é a vereadora, dos quase mil votos, ser candidata em 2016. Com Vitão e Helô no páreo a oposição ganha; mas quem ganha mais é a Helô. Com uma derrota, sem cargo, sem função, sem emprego e sem prestígio, o Vitão dificilmente teria condiões de disputar novamente. E a Helô se ergueria, a partir dai, como o principal nome do Grupo para disputar em 2020. A única coisa que a Helô precisa é chegar em segundo em 2016.
O pior cenário ao Vitão, como dito acima, é a Helô colocar sua candidatura na rua. É ruim especialmente pelo fato de que a Helô nada perde com isso, e o Vitão perde tudo; afinal, uma derrota, depois de doze anos na fila pra ser prefeito, é tudo que ele sabe que precisa evitar. A vitória do Vitão é o fim da carreira politica do Barros, o que explica as raões do Barros apoiar uma candidatura da cunhada; assim como foi o fim para o Luiz Gonzaga a vitória do Barros; mas a vitória da Helô é a oportunidade do Barros se manter na prefeitura num cargo qualquer e voltar depois que a Helô cumprir seu mandato.
Tem gente falando que o Luiz Gonzaga, ex-prefeito, está patrocionando a dupla Laurinho-Baby pra uma candidatura a prefeito; isso é balela. Laurinho e Baby, ao saírem do PSDB, apenas se reposiocionaram de tal forma que tenham força pra negociar com o Vitão ou qualquer um que queira seu apoio. O recado deles é o seguinte: "Vitão, o Baby quer ser seu vice, e eu, Laurinho, um bom cargo, pode ser o de chefe de gabinete". É um bom negócio, especialmente pelo fato de que se o Vitão não quiser a Helô pode querer.
Não vou mencionar que o Baby está se presciptando ao querer ser vice. Sua carreira pode acabar nessa jogada, mas ele ainda não percebeu isso.

Sobre a oposição, ai é uma outra história. Luciano Alvarenga

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