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Consciência Negra e falta de consciência política, econômica e social

Luciano Alvarenga
A aprovação pela Câmara Legislativa de Rio Preto de um feriado no dia 20 de novembro, dia da Consciência Negra, é mais uma daquelas coisas que confirmam a desncessidade dos vereadores na cidade.
É absolutamente marcante a dessintonia da Câmara com a realidade circundante. Fim de ano, comércio em água morna, já há dois feriados em novembro, uma parcela significativa das famílias brasileiras com endividamento acima do prudente, temporada de fim de ano, isto é, fechamento de calendário escolar com tudo isso implica, preparação das empresas pros próximos e exigentes 30 dias de calendário festivo e mais um sem número de coisas e... feriado.
A razão do feriado:
- Casuísmo político,
- falta de vontade pra aprovar e discutir coisas realmente importantes (como mobilidade urbana, os erros grosseiros das obras antienchentes),
- desejo de sair na foto aprovando uma lei de conteúdo politicamente correto,
- ignorância,
Os feriados no Brasil ou são religiosos ou, cívicos, o dia da Consciência Negra é o quê?
Os políticos, inspirados e pressionados pela militância de movimentos como este, aprovam datas e leis, como as cotas, como se elas por si só mudassem a realidade. A cota colocou e, coloca, negros nas faculdades, sem que nem as faculdades e as escolas secundárias que as antecedem tenham mudado uma linha em função disso.
As escolas públicas que são o último lugar onde o Estado dá alguma atenção, continuam tão ruins como antes das cotas, mas não me lembro do movimento negro ter se importado com isso depois que as cotas foram aprovadas.
Agora, um feriado para comemorar, lembrar, discutir, debater uma questão que está completamente fora da agenda seja do poder público ou da sociedade. Por que feriado lembra cerveja e, não a realidade mal assombrada dos negros brasileiros. Se os vereadores estivessem realmente interessados na questão do negro deveriam ter promovido uma semana inteira de debates na Câmara.

Entristece. 

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