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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Sobre como me tornei professor


Luciano Alvarenga
Eu estava na quinta série do ginásio, 1º ano depois do quarta série do primário. Era uma quinta feira, terceira aula; aula de Ciências com a professora Maria Tereza (eu tenho uma história interessante sobre ela), dia ensolarado e meio friorento em Paraibuna, na Escola da Vila Camargo. Naquele dia, naquele momento específico, eu decidi que seria professor. E na 8º série do ginásio eu comecei a dar aulas particulares de História e Geografia. É por isso que não há lugar onde me sinta mais em casa do que na Escola onde leciono. 
Em resposta ao meu primo Lauro Soares de Alvarenga, sobre porquê ser professor. Não há porquê quando se tem 10 anos de idade. Há uma força, um desejo, um impulso, um ímpeto que te impele a agir numa dada direção e, que você simplesmente faz e, como foi maravilhoso ter feito. O porquê você constrói ao longo do caminho, enchendo de sentido um ímpeto que ainda não tem direção. Sentido e direção se formam na caminhada, no desafio de algo incontornável, um algo sempre mais que precisa ser realizado, ao custo de não sendo, a vida perder a alegria, a vitalidade.

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