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sábado, 16 de março de 2013

Governo Dilma, quem diria, faz a privataria do SUS

http://www.viomundo.com.br/denuncias/governo-dilma-quem-diria-faz-a-privataria-do-sus.html

publicado em 5 de março de 2013 às 11:51

TENDÊNCIAS/DEBATES

Dilma vai acabar com o SUS?
da Folha de S. Paulo
É inaceitável a intenção do governo de abdicar da consolidação da rede pública e apostar no avanço de planos de saúde ineficientes
O desmonte final do Sistema Único de Saúde (SUS) vem sendo negociado a portas fechadas, em encontros da presidente Dilma Rousseff com donos de planos de saúde, entre eles financiadores da campanha presidencial de 2010 e sócios do capital estrangeiro, que acaba de atracar faminto nesse mercado nacional.
Na pauta, a chave da porta de um negócio bilionário, que são os planos de saúde baratos no preço e medíocres na cobertura, sob encomenda para estratos de trabalhadores em ascensão.
Adiantado pela Folha (“Cotidiano”, 27/2), o pacote de medidas que prevê redução de impostos e subsídios para expandir a assistência médica suplementar é um golpe contra o SUS ainda mais ardiloso que a decisão do governo de negar o comprometimento de pelo menos 10% do Orçamento da União para a saúde.
A proposta é uma extorsão. Cidadãos e empregadores, além de contribuir com impostos, serão convocados a pagar novamente por um serviço ruim, que julgam melhor que o oferecido pela rede pública, a que todos têm direito. Em nome da limitada capacidade do SUS, o que se propõe é transferir recursos públicos para fundos de investimentos privados.
O SUS é uma reforma incompleta, pois o gasto público com saúde é insuficiente para um sistema de cobertura universal e atendimento integral. Isso resulta em carência de profissionais, baixa resolutividade da rede básica de serviços e péssimo atendimento à população.
Nos delírios de marqueteiros e empresários alçados pelo governo à condição de formuladores de políticas, o plano de saúde surgiria como “miragem” para a nova classe média, renderia a “marca” da gestão e muitos votos em 2014.
Pois o mercado que se quer expandir com empurrão do erário não é exatamente um oásis no meio do SUS. Autorizados pela agência reguladora, proliferam planos de saúde pobres para pobres, substitutivos “meia-boca” do que deveria ser coberto pelo regime universal.
Na vida real, são prazos de atendimento não cumpridos, poucos especialistas por causa de honorários ridículos, número insuficiente de serviços diagnósticos e de leitos, inclusive de UTI, negativas de tratamentos de câncer, de doenças cardíacas e transtornos mentais, redes reduzidas que impedem o direito de escolha e geram longas filas e imposição de barreiras de acesso, como triagens e autorizações prévias.
Quem tem plano de saúde conhece bem esse calvário.
Limitados pelos contratos, dirigidos a jovens sadios e formalmente empregados, os planos de saúde não aliviam nem desoneram o SUS, pois fogem da atenção mais cara e qualificada. Não são adequados para assistir idosos e doentes crônicos, cada vez mais numerosos. Assim, os serviços públicos funcionam como retaguarda, uma espécie de resseguro da assistência suplementar excludente.
Nos Estados Unidos, a reforma de Obama enquadra os planos privados e tenta colocar nos trilhos o sistema mais caro e desigual do mundo. País de recursos escassos, se delegar o futuro a quem visa o lucro com a doença, o Brasil seguirá é o caminho da Colômbia, que vive um colapso na saúde.
É inaceitável, em uma sociedade democrática, a intenção do governo de abdicar da consolidação do SUS, de insistir no subfinanciamento público e apostar no avanço de um modelo privado, estratificado, caro e ineficiente.
O Movimento Sanitário, o Conselho Nacional de Saúde, o Congresso Nacional, o Ministério Público e o Supremo Tribunal Federal precisam se manifestar sobre esse despropósito inconstitucional.
LIGIA BAHIA, 57, é professora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro

LUIS EUGENIO PORTELA, 49, é professor da Universidade Federal da Bahia e presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco)

MÁRIO SCHEFFER, 46, é professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP)
PS do Viomundo às 21h10: Nos comentários postados neste artigo, alguns leitores chamam Lígia Bahia, Luís Eugênio Portella e Mário Scheffer de tucanos e fazem outras desqualificações. Pois esses leitores estão enganados. Além de muito sérios e  competentes, os três sanitaristas são defensores históricos do SUS e eleitores do PT, Lula e Dilma. Lembram-se das várias matérias publicadas peloViomundo, denunciando o projeto do Alckmin de vender 25% dos leitos e outros serviços dos hospitais públicos do Estado de São Paulo (leia-se SUS!)? Pois o Mário e a Lígia batalharam muito contra essa proposta paulista de dupla porta, que representava uma paulada no SUS. Eu acompanhei todo esse processo e os leitores mais antigos do site sabem disso. Conceição Lemes
Leia também:
Abrasco: Proposta do governo para ampliar planos privados de saúde é engodo e extorsão
Jorge Wilheim: O pragmatismo que envenena o PT

Um comentário:

Anônimo disse...

Não consigo entender por que há esta escancarada falta de respeito para com a Enfermagem. Quer seja por imperícia ou imprudência, erros acontecem, e com QUALQUER categoria profissional. Uma técnica inábil, incompetente, desatenta ou insensata, pode acontecer, mas o profissional (independente de qual seja) DEVE ser capaz de responder por seus erros e ESTAR ciente de que a qualidade da assistência prestada, muitas vezes, não tem a ver com sua formação, seu curso de graduação, se a instituição onde cursou era pública ou privada, MAS sim está relacionada a valores pessoais, de berço, sua índole seu compromisso diante das suas responsabilidades. Mas afinal a quem culpar? Culpar, realmente a quem erra, sem desmerecer as demais categorias profissionais, expondo os fatos da maneira que aconteceram, caso contrário o silêncio vale muito!, se profanar a imagem alheia com mentiras é digno, já não acredito no respeito mútuo.
Mostro aqui minha indignação à uma imagem veiculada pelo blog Casa de abelha que tem como lema “PUBLICANDO O QUE O POVO PRECISA SABER SEM PRETENSÃO DE AGRADAR TODO MUNDO”. Sinceramente tenho pena dos moderadores ou redatores deste site (não sem ao menos descrevê-los), pois NINGUEM precisa agradar a todos (ÓBVIO), mas também não precisa bajular, mascarar ou maquiar atitudes erradas alheias. Quem publica informações sem veracidade e “sem pretensão”, não tem cartaz na praça e está sujeito a escutar o que não quer.
VER IMAGEM
Esta senhora, se é que posso assim chamar-lhe, não é Enfermeira e sim MÉDICA, chama-se Virgínia Helena Soares Souza, e é acusada de antecipar óbitos de pacientes graves em unidade de saúde. Por favor da próxima vez vamos expor os fatos como são de verdade!
Ah! Obs.: de modo algum quero aqui desmerecer os médicos ou tampouco defender erros cometidos por profissionais enfermeiros.
Quem quiser ver a imagem no próprio site veja no link : http://casadeabelha2010.blogspot.com.br/2013/03/dilma-pretende-acabar-com-o-sus.html