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sábado, 2 de março de 2013

Fabricando pequenos assassinos: Antidepressivos



Não são os 80 milhões de armas que representam perigo. É a legião de “psicopedagogos” em nossas escolas que diagnosticam rotineiramente comportamentos comuns com perda da atenção ou nervosismo como distúrbios psicológicos.

Se algo de bom pode surgir do massacre de Newtown, será uma discussão nacional sobre o papel das várias medicações psiquiátricas que vêm sendo impingidas a uma ou duas gerações de jovens americanos nas escolas. Particularmente perigosas são as do grupo chamado Selective Serotonin Reuptake Inhibitors (SSRIs).
Enquanto a Casa Branca e outros grupos anti-armas se agarram aos holofotes da mídia culpando as armas, o Dr. Jerome Corsi recentemente publicou uma reportagem sobre as drogas SSRI e seu papel em quase 90% dos tiroteios em escolas há mais de uma década, de acordo com o psiquiatra britânico Dr. David Healy, fundador do RxISK.org, um site independente no qual apresenta relatos sobre drogas de prescrição médica.
Uma visita a outros dos sites do Dr. Healy, www.ssristories.com, possibilita acessar mais de 4.800 histórias que envolvem, em algum grau de violência, antidepressivos. Entre os ‘SSRI’ se incluem inibidores da reabsorção da dopamina, como o Wellbutin (Zyban), também Prozac, Zoloff, Paxil, Celexa, Lexapro, e Luvox. Outros incluem Remeron, Anafranil, Effexor, Cymbalta, and Pristiq. Quem assiste propagandas de TV de medicamentos para parar de fumar e outros problemas, vê avisos sobre como eles causam sérios problemas mentais.
Num artigo recente no CanadaFreePress.com, Tom DeWeese, presidente do American Policy Center, uma organização ativista, disse que hoje, mais de 7 milhões de crianças foram rotuladas e registradas no sistema escolar como pacientes psiquiátricos permanentes. 10 a 12% de todos os meninos entre 6 e 14 anos de idade nos EUA, foram diagnosticados como portadores de Distúrbio do Déficit de Atenção (ADD, attention deficit disorder). Um em cada 30 americanos entre 5 e 19 anos usam Ritalina. O diagnóstico final é de Distúrbio do Déficit de Atenção e Hiperatividade (ADHD, attention deficit hyperactivity disorder).
Pensem em quantos milhões de pequenas bombas-relógio e de que banir alguns tipos de armas ou limitar quantas balas pode-se ter num carregador nada tem a ver com doenças mentais que causam os assassinatos em massa.
Por uma década fui Diretor de Comunicação do American Policy Center e fiquei alarmado ao saber que o sistema educacional do país tinha sido alterado de escolas que se dedicavam a estudos para locais dedicados à modificação de comportamento. Em 1965, a passagem pelo Elementary and Secondary Act abriu o caminho para legiões de psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais e ‘programas e testes psiquiátricos necesssários para validá-los’.
DeWeese relatou que “até o presente, nunca foi apresentada uma avaliação abalizada de revisão de trabalhos científicos que comprove a existência de ADD/ADHD”.
Ann Coulter, discutindo os recentes debates sobre a Segunda Emenda, notou que “conseqüentemente, sempre que um psicopata que já deu um milhão de sinais de alerta comete um chocante assassinato, a reação automática é aumentar os controles sobre armas de fogo. No momento, as armas de fogo são os produtos mais regulados na América”.
O debate sobre armas de fogo, entretanto, serve para ofuscar a verdadeira causa dos assassinatos na América – alguns dos quais foram espetaculares assassinatos em massa, como o de Newtown, o do cinema do Colorado e de colegas dos campi – e a verdadeira causa são os prósperos negócios das indústrias de antidepressivos.
Como aponta o Dr. Healy em seu site, “antidepressivos são conhecidos com potenciais indutores de mania e psicose desde sua introdução na década de 50. Desde o aparecimento do Prozac em dezembro de 1987, houve um incremento maciço no número de pessoas tomando antidepressivos”. Para entender como estes medicamentos estão disseminados, o Dr. Healy aponta que “antes do aparecimento do Prozac, menos de um por cento da população americana tinha diagnóstico de distúrbio bipolar, também conhecido como maníaco depressivo”. Este número subiu para 4.4%, quase um em cada 23 pessoas nos EUA.
A lista do Dr. Healy de mais de cem categorias, mostra as treze principais, que incluem tiroteios em escolas, abuso de professoras, homicídios seguidos de suicídio e até casos de brigas de rua.
A relação de 4.800 comunicações incluem uma série de incidentes relacionados com a escola, tais como o de março de 2011 em Charleston, Carolina do Sul, no qual um estudante atirou e feriu um funcionário quando foi descoberta sua intenção de explodir a escola com bombas de fabricação caseira. Em fevereiro de 2010, um estudante da Discovery Middle School em Huntsville, Alabama, matou um colega. Em novembro de 1999, Kip Kinkel foi condenado por matar colegas de sua escola secundária em Eugene, Oregon. Multipliquem estes fatos com inúmeros incidentes semelhantes e teremos um problema relacionado com drogas psiquiátricas que não está recebendo a atenção necessária.
O assassino na escola elementar Sandy Hook tomava Fanapt, uma de tantas outras drogas que causam comportamentos agressivos, ao invés de evitá-los. Os efeitos secundários do Fanapt eram conhecidos e incluem desassossego, agressão e delírios, juntamente com hostilidade, mudanças de humor e crises de pânico, e ainda outros comportamentos que alertam para sérios problemas. Por que ainda está à venda é uma pergunta, já que o primeiro produtor retirou-o do mercado. Mas a patente foi retomada por outro e, inicialmente rejeitado pela FDA, mais tarde foi relançado como produto de massa. Seus efeitos secundários são tidos como “pouco freqüentes”.
Não são os 80 milhões de armas que representam perigo. É a legião de “psicopedagogos” em nossas escolas que diagnosticam rotineiramente comportamentos comuns com perda da atenção ou nervosismo como distúrbios psicológicos e prescrevem de uma lista “limpa” de medicamentos para garantir nossas salas de aula com estudantes dóceis e drogados, alguns dos quais acabarão matando seus colegas, professores e funcionários.
Quando você enche as escolas governamentais prenhe de regimentos e regulamentos com estudantes que consideram os currículos aborrecidos ou apresentam a energia característica da juventude – e que por estas razões são identificados como portadores de distúrbios psicológicos que não existem, você está preparando eventos como o massacre de Newtown. Outros virão.

© Alan Caruba, 2013
Tradução: Heitor De Paola
http://www.midiasemmascara.org/artigos/ciencia/13901-fabricando-pequenos-assassinos.html

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