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sexta-feira, 1 de março de 2013

Dossiê de delator de Gabriel Chalita tem fotos, e-mails e notas fiscais


Chalita vai pagar caro pela vaidade e ambição e, por ter entrado no caminho do Serra. L.A

CD traz longa sucessão de e-mails entre Roberto Grobman e outros personagens citados no caso

28 de fevereiro de 2013 | 22h 34
O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - O CD que o delator do deputado federal Gabriel Chalita (PMDB-SP) entregou ao Ministério Público de São Paulo contém informações que podem comprovar improbidade administrativa, corrupção e fraudes em processos de licitação na Secretaria de Estado da Educação entre 2002 e 2000 – período em que Chalita exerceu o cargo de chefe da pasta.
E-mails tratam da aquisição de máquinas fotográficas e até de equipamentos de escuta embutidos - Reprodução
Reprodução
E-mails tratam da aquisição de máquinas fotográficas e até de equipamentos de escuta embutidos
A avaliação sobre a contundência do arquivo é de promotores de Justiça que investigam as denúncias do analista de sistemas Roberto Grobman, acusador do deputado. Mas os promotores pretendem, ainda, submeter todo o arquivo a uma perícia para atestar a veracidade dos documentos.
O CD traz uma longa sucessão de e-mails entre Grobman e outros personagens citados no caso, como o ex-secretário-adjunto de Educação e atual prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PMDB). Os dois trocaram correspondências em novembro de 2003, por exemplo, tratando da aquisição demáquinas fotográficas e até deequipamentos de escuta embutidos em gravatas, kit que seria destinado a Chalita.
Grobman entregou ao Ministério Público um conjunto de 41 fotografias que exibem a reforma em uma cobertura espaçosa, com uma grande piscina coberta e churrasqueira. Ele afirma que esse é o imóvel que em que mora Chalita, no bairro de Higienópolis, na capital paulista, e que as despesas da obra foram pagas pelo grupo COC - que firmou contratos com a Secretaria de Educação na mesma época.
E-mails registrados pelo delator expõem diálogos entre Milton Leme, então diretor da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), do governo de São Paulo, e empresários do grupo COC.
Eles trocam informações sobre licitações que seriam feitas pela Secretaria de Educação e que atenderiam aos interesses da empresa. Segundo as mensagens que Grobman apresentou, Leme chegou a enviar para o grupo COC a minuta do edital que ainda não havia sido publicado.
O material de Grobman contém propostas e notas fiscais que, de acordo com ele, comprovam que o grupo COC pagou pela reforma do apartamento de Chalita. Há recibos no valor de R$ 93 mil e de R$ 18 mil fornecidos pela empresa Foneplan para instalação de um equipamento de home theater no endereço que seria de Chalita, com data de 17 de novembro de 2004.
Grobman também apresentou e-mails com um diálogo que provaria o pagamento de US$ 79 mil no exterior para um serviço de automação do apartamento de Chalita.
Em janeiro de 2005, a empresa Valverde, suposta responsável pelo trabalho, envia a Grobman os dados de uma conta do Bank of America, nos Estados Unidos. Dois meses depois, Grobman diz a Chaim Zaher, então dono do grupo COC, que a empresa “está ligando sem parar para cobrar o $ da obra”. Zaher ordena, então, que um de seus funcionários faça a transferência. “Favor pagar isso urgente”, escreve.
O deputado Gabriel Chlita rechaça com veemência as suspeitas lançadas por seu acusador. Ele desafia Grobman a apresentar provas do que alega ao Ministério Público.
Em nota, o Grupo SEB (Sistema Educacional Brasileiro), antigo controlador do COC, se diz “vitima de seu antigo colaborador Roberto Grobman, que sistematicamente o ameaça, desde que foram rompidos laços de prestação de serviços com ele, como atesta boletim de ocorrência registrado em 5 de fevereiro desde ano”.
“O Grupo SEB já prestou todos os esclarecimentos sobre o assunto ao Ministério Publico do Estado de São Paulo e é o maior interessado em que seja restabelecida a verdade dos fatos”, diz a nota.
Para o Grupo SEB, o delator de Chalita “nitidamente age pautado por sentimentos de vingança pessoal e interesses escusos”.
"O Grupo, que foi proprietário da Editora COC, nunca vendeu, prestou serviços ou firmou contratos com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, nem antes, nem durante a gestão de Gabriel Chalita. No período de 2003 a 2007, uma empresa parceiras do grupo (a Interactive) realizou vendas à FDE em valor insignificante frente ao faturamento do grupo: foram R$ 2,5 milhões em softwares educacionais. Neste mesmo período, o faturamento do grupo SEB foi de R$ 2,2 bilhões”, diz a nota, assinada por Nilson Curti, diretor superintendente do Grupo SEB.
O prefeito de Santos, por meio de sua assessoria, afirma que tem “ficha limpa” e que jamais foi investigado por improbidade ou irregularidades na administração.

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