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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Das verdades sobre o PT de Rio Preto



Quando em 2008 o então vereador pelo PT de Rio Preto, João Paulo Rillo, foi ao segundo turno da eleição para prefeito o que se viu foi um sopro de surpresa, espanto e expectativa com a possibilidade que ele pudesse vencer aquela eleição. Isso quase aconteceu.  De lá para cá muita água escorreu nas enchentes da cidade.
Ainda que eleito deputado estadual dois anos depois e agora com a derrota acachapante para o prefeito atual, o que se pergunta é: o que significa, o que quer e o que pensa o PT na cidade? Existe PT em Rio Preto, ou ele é apenas o caciquismo político à esquerda imposto pela família Rillo, precisamente pai e filho?
Os quatro primeiros anos de mandato de Valdomiro mostraram com clareza que o governo Federal trata indistintamente os partidos da base, os milhões e milhões que recebeu durante seu mandato é evidência disso. O que se viu na eleição foi um João Paulo Rillo sem discurso, sem programa, sem gana e sem conseguir explicar qual a razão de trocar um prefeito que recebe dinheiro do governo Federal por outro que também receberia.
Destarte todas as contradições que empobrecem a política o que se quer saber é se o PT em Rio Preto tem de fato um programa diferente e moderno para Rio Preto? A julgar pela incapacidade do petista de dizer à cidade em 2012 o porquê de ser ele o melhor nome na eleição é uma evidência de que não tem. E isso nada tem a ver com ganhar o pleito.
Mas, afora questões pontuais na administração, ainda que graves, de perseguição a funcionários públicos, autoritarismo decisório e escândalos entre outras coisas, a verdade é que não havia nada no discurso do petista que legitimasse sua demanda pelo cargo de prefeito. Tanto é verdade que petista de proa do governo Dilma apareceu na campanha do Valdomiro.
O que se quer dizer é que qualquer um que entre nessa prefeitura, e que tenha vontade de trabalhar, o que veremos ao fim e ao cabo é o mesmo procedimento padrão – implantar o melhor possível os programas já formatados pelo governo estadual e federal para os municípios.
O que se esperava do PT nessa eleição, e nas circunstâncias acima descrita, era uma iniciativa de fato inovadora e revertida em termos de prioridade administrativa, gestão e planejamento baseada na ideia, essa sim nova, de transformar Rio Preto num lócus de políticas públicas voltadas para a sustentabilidade em todos os sentidos atualmente em uso nas melhores cidades do mundo. Algo como o que ocorreu em Curitiba a partir dos anos 1970, para ficar em apenas um exemplo.
Infelizmente não vejo nada no PT local, nem no silêncio padrão do seu deputado, em relação a qualquer coisa que indique algo realmente inovador. A coisa ainda gira em torno de “vamos renovar por renovar” – os nomes. Como eu disse em outro texto, Valdomiro faz uma administração que seria muito boa 30 anos atrás. E ao que me parece o PT local não propõe algo que seja melhor do que isso.
Nesse sentido a cidade vive mais do mesmo, inclusive entre aqueles que se imaginam diferentes, não são. É estarrecedor que a eleição tenha sido pautada pela quantidade de postinhos de saúde feitos ou não, ou as obras visíveis a olho nu e a cidade em sua totalidade, em termos de espaço e tempo, fosse completamente esquecida. Luciano Alvarenga, Sociólogo 

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