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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

2016 já chegou em Paraibuna



Luciano Alvarenga

Barros se reelegeu com a facilidade que se imaginava desde dois anos antes da eleição. Mas tão logo a eleição passou o que se viu foi um desabar de morros sobre sua cabeça. A desconfiança plantada na cabeça de metade do governo e do eleitorado em relação à candidatura da Helô para prefeita em 2016 tirou todo o clímax da vitória. Aliado a isso o desarranjo das contas da prefeitura e a ameaça, ainda não dissipada, de que o natal de muita gente na cidade será mais magro. Se as contas não estão como deveria uma das razões é o enorme gasto com obras, ilusórias ou não, durante a campanha. Isso aponta o medo que o Barros tinha de perder a eleição. Estranho.
2013 já começou na Câmara. E o personagem que certamente vai ocupar a cena será o Marchelo. Contrariando muita gente que não imaginava que ele se elegeria, eis que ele pode se transformar na pedra no sapato do Barros. Certamente que o passeio que foi até agora para a Helô o seu trabalho na Câmara não irá se repetir. O Marchelo irá dá trabalho. Se ele pensa tudo o que faz e fala ou se ele está sendo muito bem assessorado pelo PT regional vamos ver a partir de agora no dia a dia do Legislativo. Minha opinião é que ele é um misto das duas coisas, corre atrás de assessoria e tem política na veia.
O fato é que o Barros começa seu segundo mandato sem a força do primeiro, sendo assistido com muita atenção pelos próprios apoiadores que tentarão enxergar em cada movimento seu uma indicação sobre o que vai em sua cabeça. Helô ou Vitão? Aquela versão que já convenceu muita gente na cidade, de que a Helô está impedida de ser candidata à prefeita em função da lei antinepotismo, certamente não conhece a quantidade de esposa de prefeito que viram prefeitas tão logo seus maridos saiam da prefeitura.
Esqueçam isso, certamente tal lei pode ser contornada de diversas formas. Uma delas é o Barros renunciar três meses antes da campanha, passar o mandato ao vice Vitão que não poderia ser candidato em função disso. Claro que o Vitão renunciaria a assumir o cargo e este passaria ao presidente da Câmara. Pronto, sem o Barros na parada a Helô é candidata. E o vitão também.
Esqueçam a ideia da Helô vice do Vitão ou vice versa. Os dois sabem que não podem fazer isso, seria trair seu próprio eleitorado. Essa situação levaria a um possível racha no Grupo. Todos sabem que a oposição em Paraibuna sempre ganha de dois em dois mandatos. Pode ser que essa história traga a  oposição de volta.
Conselho aos novos vereadores que se elegeram, especialmente do PSDB. Esqueçam o sonho de fazer o mesmo caminho do Vitão, candidatar-se a vice até chegar a hora de ser prefeito, isso não irá acontecer de novo e, o Vitão sabe que está correndo enorme risco de que isso não venha a acontecer. O melhor caminho de candidato a prefeito continua sendo um ou vários mandatos parlamentares.
É João Batista, faça a sua parte, por que em quatro anos pode surgir outro na oposição. Luciano Alvarenga, Sociólogo.

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