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Falta dinheiro ou sobra esperteza? O descaso com os funcionários da Prefeitura de Paraibuna e com a população



Disse no texto “O dinheiro sumiu em Paraibuna” que o problema do sumiço do dinheiro na cidade era consequência da diminuição do repasse do governo Federal aos municípios via Fundo de Participação dos Municípios, o que fui prontamente contraditado pelos meus amigos e blogueiros Rogério Faria e Joel Reis.
É uma evidência que o repasse do governo Federal aos municípios realmente diminuiu em função da menor arrecadação de impostos, mas também é verdade que os fatos provavelmente não se encerram nisso, pelo menos em relação à Paraibuna e, nisso concordo com as críticas feitas pelo Rogério e pelo Joel.
Vamos às perguntas. “Não é estranho que um município que tem um orçamento quase 70% maior que há quatro anos, uma das melhores gestões fiscais do país e que vivia uma fartura até as eleições, de repente esteja na pindaíba?” Quem faz essa pergunta é o Rogério Faria. A pergunta é pertinente tendo em vista que o Município foi eleito como uma das melhores administrações orçamentárias do país.
Outra questão levantada pelo Rogério. “A redução do IPI está aí desde agosto, (na verdade desde o início do ano) e esse impacto no FPM (cujo repasse é mensal) não aconteceu de uma hora para a outra. Ele com certeza está sendo acompanhado pela Administração. É no mínimo uma coincidência irônica que terminemos mais um ano eleitoral no vermelho. E apenas para constar, não me lembro de termos vivido isso em 2009, quando o PIB foi negativo”.
O que me parece quis dizer o Rogério que é no mínimo desatenção e no máximo irresponsabilidade da administração municipal que as coisas tenham chegado ao ponto em que chegaram. Afinal, estamos falando de centenas de pessoas que estão sendo afetadas pelos cortes salariais.
O Joel Reis faz uma pontuação de teor político bastante interessante. Diz ele “a “quebradeira” se deve a gastos descontrolados (da administração) por estarmos em ano eleitoral, onde a impressão do “milagre econômico” devido às obras públicas (Dutos Petrobras-Gastau e Nova Tamoios) deveria ser mantida, a fim de garantirem o principal projeto. O de poder” (reeleição).
O fato é que Paraibuna tem hoje um orçamento jamais imaginado em administrações passadas. E o fato presente é que funcionários de comando da prefeitura estão dizendo que o dinheiro acabou. Como assim? Acabou como? Onde? Onde está o dinheiro que antes existia aos montes e agora não existe mais? Mas por que gastar tanto numa campanha que de antemão o Barros sabia que ganharia? Ou ele temia perder?
Eu tenho outra hipótese. O segundo mandato já começou. Será menos cênico e menos circense que o primeiro. Quero dizer, o Barros vai colocar o pé no freio, chega de obras, chega de compras, agora é concluir o que precisa ser terminado. Afinal, o Barros não é candidato a mais nada. Lembram-se do Luiz Gonzaga depois da reeleição; viram o Casquinha em Jambeiro no seu segundo mandato?, o povo lá não quer nem ouvir o nome dele.
A questão é. O que mais importa ao Barros, eleger o sucessor ou não eleger ninguém? Qual, Vitão ou Helô?
Uma dica a respeito da escolha que eu imagino que o Barros vai fazer. Sempre que a oposição ganhou foi porque o Grupo rachou.
PS: O segundo mandato do Barros vai dizer dia a dia como ele vai agir em sua sucessão em 2016. Luciano Alvarenga

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