Pular para o conteúdo principal

Bem vindo a tormenta: Fim de ano


Se você está mais emocional, mais sensível, mais com vontade de ficar quieto no seu canto sem muita alegria, ou se você já está ficando irritado, se ir ao supermercado está virando uma guerra que você não quer lutar, então meu amigo, bem vindo ao fim do ano.
Você já deve ter percebido que a cidade está mais cheia, carros, motos, gentes, compras e sacolas e o clima mais tenso, se prepara, vai piorar nas próximas semanas.
Natal é isso, pelo menos hoje em dia. Estresse, correria, problemas que se arrastaram o ano todo e precisam ser resolvidos agora, o dinheiro que vinha e não veio. O emprego que se perdeu, a viagem programada e que já está desmarcada.
Fim de ano é complicado.
Os motivos do estresse são os mesmos de todo ano; o natal na sogra, os presentes que você não tem nenhuma vontade dar, mas é obrigado, podem pensar que você não te dinheiro. As obrigações familiares, os amigos secretos na empresa, na família, no clube, no racho, na faculdade, geralmente tem bafão.
As filas, as crianças chorando, o trânsito parado, o calor, o preço das coisas muita acima do que elas realmente valem. Quem paga o quê?
Muita gente ainda sonha em pular do dia 1 de dezembro para o dia 1 de Fevereiro, vai sonhando.
E quando um quer ir viajar, natal na praia com todos reunidos e, ou outro, natal no rancho, quieto, só com os chegados. Natal na praia sabe como é, 6 a 7 horas de estrada até o litoral mais próximo, uma infinidade de pedágios, aluguel caro e por isso a necessidade de levar todos que querem ir. Supermercados lotados e caríssimos, falta de água quase todos os dias, o carro que enguiça logo quando não podia.
O rancho não, é perto, é conhecido, quieto, com menos muvuca, mas tem gente que não quer.
Meu amigo, eu sei o que estou dizendo. Bem vindo a saga de fim do ano.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Se o mundo tivesse 100 pessoas LEGENDADO (premio Cannes)

Ter pinto é crime

Luciano Alvarenga
Uma coisa é o movimento feminista, outra, são as mulheres. Feministas gostam de política, ou pelo menos de terem contra o que levantar suas bandeiras de ódio; mulheres gostam de homens e de uma vida alem da política. O movimento feminista foi desde o princípio, pelo menos aquilo que se pode chamar assim, nos anos 1950, não em direção as mulheres, mas contra os homens. O homem sempre foi o alvo do movimento; não se trata de libertar a mulher seja do que for que se imagine ela precise ser liberta, mas de constranger o masculino de tal forma que o movimento feminista, não as mulheres, tenha mais e mais poder. Aliás, o movimento feminista não está nem ai com as mulheres, basta ver o absoluto silêncio desse movimento em relação à presença de um jogador de vôlei masculino (há quem acredite que lhe terem amputado o pênis e convertê-lo numa vagina, o tornou mulher, kkkkk) num time feminino, sem que isso cause o menor constrangimento político no movimento feminista (aqui é mais…

Sem chão nem utopia

Luciano Alvarenga A grande promessa da modernidade foi oferecer liberdade contra tudo e qualquer coisa que pudesse impedir os indivíduos de fruírem a vida sem amarras. Podemos dizer que, tal liberdade foi conquistada plenamente, e ainda que alguns resquícios de passado, com suas imposições e limites ainda resistam, derretem rapidamente nesse momento; não deixando atrás de si nada que possa servir como estandarte pra novas rebeliões. Não há contra o quê se rebelar. Todos os sólidos do passado, seja moral ou secular, estão liquefeitos; ao indivíduo resta apenas o destino de se guiar, tendo a si mesmo como referência. Ao mesmo tempo em que goza de todas as liberdades, vividas ou sonhadas, realizadas ou posta como possibilidade, o que se desenha nas pegadas daquele indivíduo é o medo, o receio, a insegurança, a incerteza em relação a si mesmo e aos seus destinos possíveis. A própria ideia de destino nada mais é que uma imagem, uma ilusão de quem ainda pensa que se guia de acordo com alguma r…