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Os destinos do Rillo, o moço



A derrota no primeiro turno para o prefeito Valdomiro Lopes diminui bastante o cacife eleitoral do petista João Paulo Rillo. Se em 2008 perder no segundo turno significou uma vitória dada às condições do momento, hoje perder significou uma derrota.
Os votos do Mané em 2008 carrearam para Rillo, em 2012 os votos do Mané foram para o prefeito. O cacife eleitoral do petista gira em torno de 60 mil votos, o que não é pouco, evidentemente. Mas coloca a pergunta: recomeçar uma corrida para a prefeitura em 2016? A votação obtida é suficiente para uma reeleição na Assembleia?
Foi um erro tático João ter se lançado a prefeito nestas eleições. Praticamente se colocou numa disputa difícil de vencer e ao mesmo tempo se obriga, agora, reconhecer que não tem cacife para tanto e, portanto, nada de ser candidato ao cargo municipal novamente ou; retoma o projeto da prefeitura em 2016 com a obrigação política de vencer.
Ou reconhece que não era para tanto e segue no Legislativo, com risco de não vencer em 2014. Ou assume que o Executivo municipal é uma missão de que não abre mão e dá um salto no escuro, tendo em vista que qualquer coisa pode acontecer até lá.
Uma coisa é importante que se diga. O PT em Rio Preto é a única força de oposição digna do nome. Por outro lado, há espaço para o surgimento de outra?
Uma coisa, entretanto, intriga, qual é de fato a qualidade das relações do PT municipal com as instâncias superiores do partido? 

Luciano Alvarenga, Sociólogo

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