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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Das verdades sobre as Eleições em Rio Preto


Luciano Alvarenga

Das 17 cadeiras no legislativo, 10 foram renovadas. Mas o prefeito foi eleito com quase 60% dos votos no primeiro turno. Renovação na Câmara, mas não no Executivo.
Como explicar que depois de dezenas de escândalos, inquéritos, denuncias, manchetes de jornal, zilhões de bits de discussão na internet o prefeito seja eleito da forma contundente como foi?
Escândalos, manchetes de jornal e discussão de internet não afetam a vida diária da população, obras às vezes sim. Aqui temos dois cenários. O primeiro é que as obras e projetos realizados convenceram o eleitor que reelegeu o prefeito como um gesto de escolha natural para um governo que ele aprova. Segundo, ninguém conseguiu dizer por que seria melhor trocar o prefeito.
O prefeito fica os vereadores saem. Isso significa que a população pode ter entendido de fato o que é uma coisa e o que é outra. Já há algum tempo que não me convenço com essa ideia do eleitor alienado. A maioria do eleitorado entende exatamente o que está acontecendo, mas também tem seus interesses; pessoais e de grupo.
As necessidades do cidadão são imediatas e ele vota de acordo com elas. Vota com um olho no atendimento de suas demandas objetivas e urgentes e, com outro na esperança de que as coisas mudem. Foi o que aconteceu nessa eleição em Rio Preto.
Os nomes que se lançaram a prefeito na cidade foram grandes ausentes ao longo dos 4 anos anteriores a eleição. Tudo o que se acusou e se vociferou durante o processo eleitoral foi solenemente deixado de lado pelos, até agora, candidatos a prefeito. Melhor dizendo, onde estavam os candidatos quando todas as coisas, que nessa eleição mencionaram, aconteciam?
Nada. Nenhuma linha, nenhuma fala, nenhum protesto. Ficamos todos - não candidatos - discutindo, denunciando, sendo perseguidos em função dos tristes episódios que assistíamos boquiabertos acontecerem, enquanto nossos nobres candidatos a prefeito viviam alguma coisa em algum lugar.
Digo isso apenas para enfatizar que o eleitor não é o responsável pelos resultados que não vieram. O eleitor, esse sim o que vive na carne a realidade seja ela qual for, disse na urna sem medo o que seus lideres não disseram nas tribunas e nos jornais.
Luciano Alvarenga, Sociólogo

Um comentário:

dan disse...

Já tive a oportunidade de me manifestar a respeito da composição da câmara cuja diplomação de seus componentes se dará no início de 2013. O que devemos fazer, desde já, é levar à população que votou em cada um dos eleitos para desempenharem suas atividades, ou seja, votamos para que eles verearem e não os que, por ardil de suplência, venham a ocupar o cargo contra nossa vontade. Votamos e os queremos vereando e não secretariando. é tudo ou nada. Nós nos faremos presentes na movimentação para tanto.