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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Marcha das Vadias


Este fim de semana nós tivemos aqui em Rio Preto a marcha das vadias, nome emprestado à marcha das canadenses contra a violência contra as mulheres. Confesso que acho o nome de muito mau gosto e que inclusive afasta muitas mulheres de participar por se sentirem intimidades pela ambiguidade do nome para uma marcha como esta, contra a violência.
Mas mais importante que isso é o fato de que este movimento traz à tona a problemática grave da violência contra a mulher. 
E a violência contra a mulher é pior de todas, pois é da mulher que nasce toda a cultura, a criança, o homem e a família. A violência contra a mulher é inaceitável por que aceitá-la é permitir indiretamente que todo tipo de violência praticado contra todo de tipo de pessoa seja encarado como parte normal e constitutiva da sociedade. E não é.
A violência contra a mulher vem crescendo e é grave por que revela que a violência entre nós não é mais um sintoma de distúrbios individuais ou de alguns grupos. A violência contra a mulher, como estamos vivendo, é a expressão de uma sociedade que vem se tornando ela toda violenta.
A violência entre nós não é mais um comportamento desviante, criminoso, a violência é parte da cultura contemporânea. A contemporaneidade, a vida urbana, de consumo, de trabalho, a televisão, tudo é, de acordo com cada coisa, uma expressão de violência. Estamos sendo violentados todo tempo e de todas as maneiras. Não podermos ser o que somos nem viver como seria melhor é também uma violência sendo a violência contra a mulher o protótipo de todas as violências. Luciano Alvarenga

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