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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Sobre o tudo de bom que é ser Gay


De repente a onda, ou a moda, ou os novos tempos é ser gay. Se você é legal, descolado, cabeça, bacana, simpático, entende os outros, é sincero e sabe escutar, provavelmente você não é hetero. Pelo menos é o que os gays dizem.
Se você é gay não há nada a ser explicado, mas se você é hetero precisa provar que não é misógino, que não é preconceituoso, que não é burro, que não é machista, que não é racista e que entende perfeitamente bem a importância do swing para a saúde dos relacionamentos heteros.
Pois é, ser hetero é cada vez mais ser minoria. Pelo menos na capacidade de criar uma cultura que seja aceita aceitável e vivida numa boa.
Ontem ouvi uma moça manicure me dizendo que a maioria das mulheres que ela conhece estão trocando seus namorados homens por namoradas mulheres, tendo em vista que elas, as mulheres, não entendem os homens e que os homens não tão com nada e que é mais fácil mesmo é ter uma mulher como namorada.
O mundo não esta mais gay ou quase completamente gay em função da cultura homossexual que se instalou nessa sociedade pós moderna, mas pelo fato de que homens e mulheres perderam a capacidade, se é que um dia tiveram, de se entender, conversar, se ouvirem.
Uma relação homem-homem ou mulher-mulher é o caminho mais curto, mais fácil, por que dois iguais. Por isso a sociedade cada vez mais intolerante, mais incapaz de reconhecer a alteridade, a diferença e a imensa riqueza que há nela.
Como gays não somos necessariamente mais tolerantes, mais flexíveis, mais tudo de bom, somos mais simplórios, menos complexos, menos capazes de nos reconhecermos em nossas diferenças. Luciano Alvarenga

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