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“Oscarzinho e as menores”



A suspeita/acusação, fato? de que o presidente da Câmara de Rio Preto, Oscarzinho Pimentel, tenha estado num motel às franjas da cidade com duas menores sem que isso tenha causado grande furor na sociedade à exceção da imprensa é bastante sintomático dos tempos atuais e de como as pessoas estão se relacionando com coisas como estas.
É dispensável dizer que o poder, do qual está investido o presidente da Câmara, não dialoga com nenhum projeto social ou político sendo apenas uma ferramenta significativa de onde o Oscarzinho retira os ganhos pessoais possíveis em função do cargo que ocupa. Segundo conversas de bastidores a presidência que ocupa é na verdade um presente oportuno e casual que lhe caiu ao colo em função de interesses econômicos não atendidos pelo Executivo. Ou seja, não é o Oscarzinho que chegou a presidência da Câmara, é a presidência que veio até ele.
A nenhuma reação de estranhamento da sociedade em relação ao fato de que o presidente da Câmara de Rio Preto tenha estado com duas menores num motel da cidade revela o fato de que aquilo mesmo que Oscar fazia lá em função de ter meios, recursos e oportunidade de fazê-lo, é tudo aquilo que se transformou num comportamento natural praticado, ou com desejo de se praticar, por grande parta da sociedade. Oscar fazia o que todos fariam se na mesma posição e com as mesmas oportunidades.
Esse é um dado de uma realidade em que normas, costumes, regras sociais foram todos ou quase transtornados pela ideia bastante comum hoje de liberdade para se fazer o que bem se quiser e desejar. É o que na esquerda podemos chamar de liberalismo político ou igualdade, solidariedade, Permissividade, etc. Ora, Oscarzinho é apenas uma bizarrice daquilo que é um mantra nos tempos de agora, tudo pode desde que se queira. É por isso que nenhuma ou, quase, reação se ouviu da sociedade a respeito do episódio.
Devemos nos ater ao fato de que o episódio “Oscarzinho e as menores” é apenas um flash daquilo já bastante comum nos bastidores da vida privada de muita gente. Luciano Alvarenga

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