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Das nossas fraquezas



Em Esparta, na Grécia, nos tempos antigos, toda a sociedade, sua cultura e costume giravam em torno da guerra. Força, coragem, valentia, treinamento, disciplina, lealdade, honra eram mais que qualidades individuais, eram virtudes coletivas cultivadas e repassadas de geração em geração como uma marca da identidade espartana. Os espartanos eram guerreiros e sua força era cultivada pelos homens e pelas mulheres.
No filme 300, num dado momento o general do Exército Espartano diz a um inimigo, “não troco a força e a coragem de nossas mulheres por nenhum de seus guerreiros”.
Podemos nos perguntar quais as características que definem a identidade chave de nossa sociedade nos tempos atuais.
Ninguém nega que ser feliz é o destino professo de todos os desejos e em torno dele giram todas as aspirações individuais de cima a baixo na escala social. Liberdade é o motor sem o qual nenhuma felicidade é possível, nenhum sonho pode ser realizado. É o credo religioso atual, um dogma. Quem não acredita nisso é um herege, ou melhor, um fracassado.
Mas qual tem sido o resultado de tais crenças, ou melhor dizendo, de tal sentido social? Que tipo de gente tem resultado dessa cultura?
Em primeiro lugar e em destaque absoluto o numero crescente de gente com todo tipo de distúrbio emocional, com relevo para as depressões, que atormentam cada vez mais gente se espraiando agora entre as crianças, e pasme, até entre os bichos de estimação.
Uma cultura que produz depressão e isso em contradição notória e explicita com o discurso predominante, dessa mesma cultura, que é levar felicidade a todos. Luciano Alvarenga

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