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As greves das Universidades Federais e o Mercadante


Um Ministro sem carreira acadêmica

Por Chato Feliz
Tivesse escolhido um Ministro da Educação por critérios de competência e não por critérios partidários e a Dilma teria nesse momentono topo da mesa de negociações alguém que conhecesse a fundo a universidade pública.
Conheço, pessoalmente, dezenas (não são 5 ou 6, são 20 ou 30) professores com larga experiência acadêmica, com muito melhor conhecimento da estrutura das UFs do que o Mercadante, e isso apenas em Belo Horizonte. Há, dentro das propostas dos professores, elementos inaceitáveis (por exemplo querem deliberadamente equiparar, na hora das promoções, o que só faz o mínimo com o que dá nome ao departamento por sua competência) e elementos positivos cruciais para o país (é imoral um titular ganhando apenas 12000 como no modelo atual, salário de um técnico mediano no judiciário ou de um motorista de qualquer camara municipal).
Com um nome que qualquer acadêmico brasileiro sabe que não é do meio como o Mercadante e não só não conhece esses pormenores como não inspira respeito nos professores (ele é doutor a 2 ou 3 anos, um caloiro no mundo acadêmico), o que os sindicatos estão ficando cada vez mais próximos de conseguir é uma vitória plena das suas reivindicações ao menos na questão das promoções, o que será catastrófico para o futuro da universidade pública brasileira. Porque ao esconder-se atrás atrás do Ministério do Planejamento, que deveria ter função meramente técnica nas negociações mas assumiu a cabeceira da mesa, o que o Mercadante fez foi colocar o futuro da universidade pública brasileira nas mãos de técnicos contáveis, que não vão saber compreender e portanto contornar o show de falácias saindo nesse momento dos negociadores dos sindicatos. Não tem nada de partidarismo: o que os sindicatos viram foi um corderinho com a maça na boca e vão sim devorá-lo.

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