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Rio Preto: Por que querem ser prefeito?




Uma coisa parece bastante clara. Nenhum pré candidato a prefeito em Rio Preto tem um projeto para a cidade. Desde o ano passado a única coisa que se discute é qual coligação é melhor para turbinar os partidos envolvidos na eleição. Talvez não haja projeto por que na verdade todos farão a mesma coisa.
Tem mais uma parte esfuziada com o possível apoio do PRB ao Mané Antunes, o que equivale a dizer o ingresso da Igreja Universal na campanha do PDT. É significativo realmente, do ponto de vista eleitoral, mas o que significa para além disso ainda não sabemos.
É uma disputa de nomes, os melhores contra o que se imagina serem piores. O prefeito faz uma administração museológica. Obras, obras e obras, junto com elas os escândalos. Gestão Maluf, obras e escândalos. Por outro lado, não há nada sobre o que seria uma administração melhor. O que mais se aproxima disso é: obras sem escândalos e suspeitas de corrupção.
O PT se fez conhecer desde os anos 1980 por um jeito petista de administrar os municípios. O João Paulo nada fala sobre este legado do seu partido. Vamos esperar. De qualquer maneira é decepcionante não vermos nenhum debate, nenhuma organização no sentido de se expor o que pensam os principais postulantes ao cargo de prefeito nessa cidade.
Estão todos esperando o período eleitoral para daí no clima de fim de campeonato tentar convencer o eleitorado sobre suas intenções. Estranho, mas parece que o jogo é esse mesmo. A questão não é projeto, é eleição. Isso culpa do sistema eleitoral que amarra os candidatos, esvazia as responsabilidades dos partidos e torna a eleição uma mesa de pôquer.
Trânsito além de asfalto, Educação para além da escola, Saúde que não seja remédio e UBS, Administração que não seja burocracia, nada se fala sobre tais coisas. Vamos todos votar sem saber no que estamos votando. Votamos em nomes, não em projetos.
A política e os políticos em Rio Preto precisam de uma refundação. Luciano Alvarenga



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