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Veja: no centro do escândalo


Luciano Alvarenga
A cada dia que passa aumenta os indícios que ligam o contraventor Carlinhos Cachoeira investigado pela CPI a Revista Veja.
Conversas, insinuações e falas claras deixam cada vez mais evidentes a possível ligação da Revista com o bicheiro que está no centro do último escândalo em Brasília.
Policarpo Junior, principal nome da revista em Brasília, pelo que tudo indica, usava como fonte para as matérias publicadas na Veja não apenas o próprio Cachoeira como outros também investigados e alguns já presos pela policia federal.
A revista que publicava capas escandalosas sobre políticos agora está sob suspeita de ter sido usada para favorecer não apenas políticos corruptos, mas o corruptor maior, Carlinhos cachoeira.
A grande suspeita que paira sobre a revista é o fato de que, até onde apontam as investigações, a parceria da Veja com Cachoeira permitiu a revista intimidar o Executivo, o Legislativo, STF e o ministério público.
Recebendo informações do submundo sobre tudo e todos a revista se transformou no maior poder midiático do pais, o que lhe rendeu a liderança no setor de revistas em nível nacional.
Mas não apenas isso, mas o de pressionar, intimidar e conspirar contra aqueles que concorriam com cachoeira no ramo da criminalidade em Brasília.
A questão não é apenas ética jornalística, mas criminal e pede um rigoroso inquérito policial.
O que estamos vendo é que não apenas o mundo da política precisa de uma higienização profunda, mas o mundo do jornalismo, hoje contaminado por interesses não apenas da informação, mas empresariais e políticos, e que levaram uma das mais importantes revistas das últimas décadas no Brasil a estar no centro de um gigante esquema de corrupção que envolve senadores, deputados e até governadores. A investigação precisa ser profunda para inclusive permitir a imprensa continuar livre. Luciano Alvarenga

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