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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Demostenes, Cachoeira e VEJA e Marconi?


O estranho sumiço de CartaCapital em Goiânia

“A fotocópia da matéria custa cinco reais, quer que eu reserve? Não tenho mais como tirar outra, porque a tinta da máquina acabou”, oferece, por telefone, a vendedora de uma revistaria de Goiânia. CartaCapital ligava para saber se o estabelecimento ainda tinha em estoque a edição 691, que traz em sua capa reportagem sobre os laços dos negócios ilegais do bicheiro Carlinhos Cachoeira, o senador Demóstenes Torres e o governador de Goiás, Marconi Perillo, identificados pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo.
A revista, que teve acesso exclusivo ao relatório da operação da PF, recebe desde a manhã deste domingo 1 inúmeras mensagens em seu portal e contas nas redes sociais Twitter eFacebook a alertar sobre a estranha dificuldade em encontrar a edição nas bancas da capital goiana.

Com medo de quê?
A reportagem de capa, assinada pelo jornalista Leandro Fortes, aborda documentos, gravações e perícias da Operação Monte Carlo que indicam uma sinergia total entre o esquema do bicheiro, Demóstenes e o governador de Goiás, Marconi Perillo.
Uma gravação telefônica de 5 de janeiro de 2011 entre Cachoeira e seu principal auxiliar, Lenine Araújo de Souza, vulgo Baixinho, captada por agentes federais, mostra a interferência do bicheiro no governo de Perillo.
De Miami, o empresário recebe a notícia de que um de seus indicados para o governo de Goiás, identificado apenas por Caolho, foi preterido sem maiores explicações, aparentemente sem o conhecimento do governador. “Marconi, hora que souber disso (sic) vai ficar puto”, reclama o bicheiro, no telefonema a Souza. E acrescenta, a seguir: “Já mandei avisar ele (sic)”.
A reportagem também informa que Demóstenes recebeu ordem de Souza para falar diretamente com o governador – que nega envolvimento no caso – sobre o assunto.
Esta, no entanto, não foi a única interferência do bicheiro no governo de Perillo, segundo a PF. Há registro de conversas em que Cachoeira se mostra incomodado com a atuação de um coronel em Anápolis, que poderia atrapalhar os seus negócios.
Na semana passada, CartaCapital revelou que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) tinha direito a 30% da arrecadação geral do esquema de jogo clandestino comandado pelo bicheiro – e que movimentou, em seis anos, 170 milhões de reais (Leia mais AQUI).
Pelo Twitter, diversos usuários relataram que a edição da revista teria sido comprada em grandes lotes por indivíduos em carros sem placas, supostamente ligados ao bicheiro e a pessoas próximas dos envolvidos nas denúncias ao governador de Goiás, para evitar que a população tivesse conhecimento do caso.
Segundo relatos nas redes sociais, a edição teria sido comprada, em grande parte, logo após a abertura das bancas.
A reportagem de CartaCapital entrou em contato neste domingo, por telefone, com cerca de 30 bancas de jornal, livrarias e revistarias da capital goiana, entre as milhares que existem na cidade.
Apenas seis atenderam à ligação e confirmaram que a revista estava esgotada. Informaram também não ter vendido grande número de revistas a poucos indivíduos ou a alguém com um carro a “recolher” a publicação das bancas.
Devido a dificuldade em averiguar pessoalmente o caso neste domingo, não é possível confirmar se o mesmo ocorreu em outras bancas ou partes da cidade, ou se os próprios contatados foram instruídos a negar a venda em lotes.
Mas os relatos deste tipo de venda são inúmeros, entre eles o do deputado federal Luiz E. Greenhalgh, via Twitter. “São muitas as pessoas que testemunharam o sequestro daCartaCapital em Goiânia. Amigos me telefonaram. Fato inadmissível nos dias de hoje”, disse. (Veja imagem de alguns tweets abaixo).
Em comentários no site da revista, os internautas afirmam não haver mais revistas em diversas partes da cidade e questionam o sorrateiro desaparecimento das edições. “Antes das bancas de revista abrirem, a revista CartaCapital já estava sendo recolhida pelos jagunços do chefe da quadrilha”, relata o leitor que identifica como Sílvio.
Outro internauta, Flávio Câmara especula sobre a possibilidade de a revista estar esgotada pela ação ‘’de políticos” a agir “estrategicamente” e encobrir “o caso envolvendo Carlinhos Cachoeira e os políticos goianos”.
A leitora Sônia relata ter tentado comprar a revista pela manhã e não a encontrou. “Em uma delas, o rapaz disse que um homem passou e comprou todos os exemplares. Se isso não é manipulação política, qual será o nome disso?”, questiona.
A reportagem de CartaCapital continua a averiguar a situação, a fim de confirmar ou não as denúncias dos internautas.
O texto de Leandro Fortes será disponibilizado na íntegra nesta segunda-feira 2 no site deCartaCapital.

5 comentários:

Anônimo disse...

Sr. Marconi e Demostenes voces não são mais do que ninguém são apenas titica de galinha, tanto é que se acharam espertos e cairam na cachoeira de lama,nós goianos temos vergonha de tê-los como nossos representantes, apesar de saber que no nosso querido Brasil existem vários iguais ou piores que vocês,podem ter dinheiro, mas não o sossego e isto é triste para qualquer ser humano, ou vocês são extraterrestres ou qualquer outra coisa? Que situação nos colocaram diante do mundo,tenham dignidade e se defendem se puderem é melhor do que o silêncio,Marconi reage,Demostenes olhe para o alto e vêja se é possível sair desta lama ou afogaram em tanta lama e merda, se isto acontecer é porque merecem........

Edson vieira disse...

aqui em goias muita gente sabia do carater desses homens,mais mesmo assim se deixou levar pelo dinheiro na epoca da eleição,agora fica ai sem graça! Coisa boa. Veja no you tube (os cascateiros) e vamos rir !!!pelo menos assim agente aproveita alguma coisa...

Edson vieira disse...

aqui em goias muita gente sabia do carater desses homens,mais mesmo assim se deixou levar pelo dinheiro na epoca da eleição,agora fica ai sem graça! Coisa boa. Veja no you tube (os cascateiros) e vamos rir !!!pelo menos assim agente aproveita alguma coisa...

aganpeno@ig.com.br disse...

Acredito que os eleitores de Goiás devem pensar nas próximas eleições.
Ostracismo para o partido.Ou vão acreditar que a agremiação é inocente?

Anônimo disse...

É bom lembrar que é possível que esse negócio todo seja uma vingança do Sarney contra o Demóstenes, Senador honestííííssimo!!! e sua turma. O Brasil desceu cachoeira abaixo. Vamos compor um governo assim: Cachoeira presidente, Beira-mar como vice, Badan Palhares na saúde, Marcola chefe da casa civil, Gilmar mendes na justiça, Bruna Surfistinha para ministra da cultura e Waleska popozuda para o turismo. O Pedro Bial e o Delfim Neto podem ser os conselheiros técnicos do governo. Ê paisinho de alto-nível!