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sábado, 17 de março de 2012

Dom Paulo Mendes Peixoto - Arcebispo de Uberaba


Dom Paulo: exemplo de Autoridade
A indicação de Dom Paulo Mendes Peixoto a Arcebispo de Uberaba nos coloca a pensar sobre o significado dos seus seis anos a frente da Diocese de São José do Rio Preto no que toca a ideia de autoridade.
A liderança de D. Paulo na Igreja de Rio Preto foi marcante, e marcante justamente por ter feito o que se espera que se faça de quem exerce autoridade. Autoridade é aquele que exerce um cargo de mando e, portanto, de responsabilidade. Ser responsável é agir de acordo com que é necessário que seja feito e não o que se deseja.
 O desprestígio dos vereadores, prefeitos, políticos em geral, de profissionais liberais, de pais e mães, padres e pastores, professores e todos os outros que ocupam cargos de liderança e autoridade está ligado ao fato de que desistiram da autoridade que lhe é atribuída. A grande crise das autoridades em nossa atual sociedade é justamente essa, a de não fazerem o que delas se espera.
Ser autoridade hoje é carregar o peso do descrédito, isso por que ninguém acredita que a tal autoridade esteja fazendo o que deveria. Ao contrário disso, Dom Paulo agiu contra muitos interesses, desagradou muitas lideranças, modificou modos e atitudes cristalizados, mas fez o que dele se esperava que fizesse. Isto é, fortaleceu, a partir do cargo que ocupou e das responsabilidades que lhe são cabíveis, a Igreja que lidera.
Estamos vivendo sob o império da audiência e ninguém quer ficar mal com a “torcida”, e esse é o problema. Lembro-me ainda nos anos 80 quando os novos pais afirmavam que queriam ser amigos dos filhos, querendo dizer com isso que seriam melhores como amigos do que como pais. O resultado está aí 30 anos depois.
Ter autoridade é exercê-la, é ser chato, é cobrar, impor limites, dizer o que pode e não pode. É apontar caminhos, é chamar para si a responsabilidade da decisão e arcar com as consequências. O que vemos hoje é que as autoridades só fazem alguma coisa depois de fazerem pesquisa para saberem o que as pessoas querem.
Uma autoridade legítima toma atitudes que considera importante independente da aceitação que a decisão terá. Por isso ela é uma autoridade. Dom Paulo fez isso nos anos em que esteve à frente da Diocese de Rio Preto. Luciano Alvarenga


Um comentário:

Camilo Irineu Quartarollo disse...

Caro blogueiro, uma autoridade a serviço creio, é que talvez enseje em seu texto, porque autoridade é um termo abstrato, tanto mais por falta de exercício talvez aparente-se a autoritarismo. Cuidemo-nos. Destarte todos os adjetivos e conceitos, algusn que vc mesmo usou, é um exercício, um condão junto aos liderados e não é tarefa única de se fazer obedecer, mas de ouvir.