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A Câmara de Rio Preto dá tristeza


Delegado aponta ‘descontrole’ na Câmara

Rodrigo Lima



Hamilton Pavam
Oscarzinho encaminhou sindicância para apuração policial
O delegado assistente do 1º Distrito Policial Fernando Frey apontou a existência de um “descontrole administrativo” na Câmara de Rio Preto. Ele fez a análise ao instaurar inquérito policial para apurar furto de equipamentos no prédio do Legislativo. Se ficar comprovado que o equipamento foi furtado por um servidor da Casa, ele responderá ainda por crime de peculato.

Frey disse que vai ouvir funcionários da TV Câmara sobre o sumiço de um computador e outros aparelhos no ano passado. “O sumiço do computador é o que dá para apurar. A sindicância feita fez um levantamento de patrimônio de coisas compradas desde 2002. São equipamentos que foram ‘canibalizados.’ Ou seja, alegam que foram reaproveitados o que demonstra que houve descontrole administrativo.”

Além do computador, a sindicância no Legislativo apurou que nove equipamentos desapareceram. São televisores, câmeras de vídeo profissionais, videocassete e radiocomunicadores (walkie-talkies). O valor estimado do material supera os R$ 11 mil. “É um imbróglio. É uma coisa que parece mais pré-campanha eleitoral.”

Como trata-se de alguns equipamentos adquiridos pela Câmara há mais de 10 anos, ex-diretores da TV também serão ouvidos. “Vamos chamar aqui também todas as pessoas que prestaram esclarecimentos na sindicância”, afirmou Frey.


Thomaz Vita Neto
Frey afirma que vai chamar servidores para depor em inquérito


Deverão prestar depoimento o diretor-geral José Roberto dos Santos, o diretor de Comunicação, Lucas Gomes, a diretora da TV Câmara, Gianda Oliveira, e o ex-diretor-geral da Casa João Batista da Silva. A investigação interna foi aberta a pedido do atual presidente Oscarzinho Pimentel (PSL), que determinou o envio da apuração da comissão de sindicância à polícia. A sindicância, porém, não apontou o nome de nenhum funcionário responsável pelo furto dos equipamentos que pertence ao patrimônio da Casa.

O delegado vai levantar datas de compras do material e saber quem eram as pessoas responsáveis pela sua manutenção. Para Frey, a única conclusão até o momento é a falta de controle do próprio patrimônio na Casa. Apesar de difícil, o delegado disse que vai tentar concluir quem foram os responsáveis pela canibalização dos equipamentos públicos. “Se canibalizou alguma coisa foi com ordem de quem?”, questionou. Esse processo ocorreu por exemplo com vídeo cassete sem nenhum registro ou baixa no patrimônio do Legislativo.


Se for comprovado o crime de furto, a pena prevista é de reclusão de um a quatro anos. Já o crime de peculato caracteriza-se por crime praticado por funcionário público em razão do cargo, sendo a pena prevista de reclusão de dois a 12 anos, além de multa.

Aícro Júnior/Editoria de Arte

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