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PROFISSÃO: A LENDA E A REALIDADE

PROFISSÃO: A LENDA E A REALIDADE
Luciano Alvarenga
Se você pensa em realização profissional é importante saber que a idéia de carreira profissional não existe mais e que o próprio trabalho hoje não respeita mais um sentido hierárquico vertical. Somos todos trabalhadores seja lá qual for nossa função. Nesse sentido a vida no trabalho, inclusive o sucesso, só acontece horizontalmente. Nossa vida profissional andará sempre para os lados.
Você deve estar se perguntando do por que disso, em pouquíssimas e breves palavras está a globalização econômica e a revolução eletro tecnológica geradora daquela. Pensar uma profissão é pensar em habilidades e não em formação universitária, ainda que esta seja importante como fator de escolaridade. Aqui se explica a falência do ensino superior em preparar os jovens para os novos tempos.
A única coisa real que existe para um profissional é a linha do horizonte. A sua habilidade de se deslocar por essa linha é sucesso profissional. Pular de um lado para o outro, mudar de uma empresa para outra, mudar de função e de posição, apenas isso pode mantê-lo no mercado. Não mire para cima mire para os lados. Enquanto sua vida profissional for uma linha, uma reta horizontal, jóia. A partir do momento em que sua profissão virar um ponto, algo estático, parado, você estará com graves problemas. Quando pensar em você trabalhando pense não numa escada que te levará até o topo, isso por que não existe mais topo, pense num veleiro que te levará pelos mares abertos das possibilidades.
Aqui surge uma questão importante. A idéia de realização profissional é uma lenda. Um tempo em que ficaríamos felizes trabalhando e o maior sentido de nossa vida estaria dado pela realização no trabalho não passa disso, uma lenda. Essa idéia nasceu antes da revolução tecnológica e não contava com ela. Trabalhar é uma necessidade, não um prazer, ainda que possa eventualmente ser agradável. Quem mira a vida profissional pelo prazer que ela pode produzir pode acabar mais fazendo hobby do que trabalhando.
A sobrevivência no mercado não é uma questão de melhor escolha profissional, é uma questão de estratégia. Muita gente foi fazer engenharia ou direito, ou jornalismo, por exemplo, imaginando que estaria a salvo das mudanças e acabou vivendo outra coisa. Há 20 anos o gerente de um banco era alguém que estava a pelo menos 20 trabalhando na empresa, conhecia todos os setores e terminava a carreira como gerente. Hoje o gerente pode ser um rapaz de 25 ou 30 anos que tenha as habilidades necessárias e que hoje são valorizadas nessa área.
Conhecimento é a única coisa que pode ajudá-lo, qualquer tipo de conhecimento para a área que você está inserido ou pretende se inserir. Se pretender trabalhar numa marcenaria pense que tipo de coisa é importante aprender para transformar madeira numa profissão. Arte por exemplo. Afinal, uma cadeira pode ser mais do que um móvel para se sentar.
Não é o que você tem no diploma que lhe dará um lugar no mercado de trabalho é o que você sabe fazer e qual o refinamento daquilo que faz. Tem muito garoto (a) sentado numa cadeira escolar pública ou privada esperando acabar o ciclo escolar para decidir o que fará, ma há outros tantos que já estão fazendo e ocupando espaços que muita gente em uma vida inteira de trabalho jamais ocupará.
É o que você faz e não o que as Faculdades dizem que você é que definirá o seu lugar no mercado de trabalho. Luciano Alvarenga

Comentários

Carlinhos Horta disse…
Olha, nunca tinha lido sobre esse outro lado da profissão, sua vivência horizontal. Gostei do ponto de vista e vou refletir bastante sobre seu texto. Muito interessante!

Abraço.

http://escondidin.blogspot.com/

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