Pular para o conteúdo principal

Câmara Municipal

Câmaras Municipais negam a política

Rudá Ricci 

Estou cada vez mais convencido que ser vereador é desaprender a fazer política com P maiúsculo. Logo que ingressa no plenário, um vereador novato aprende que o que menos conta é o número de votos que obteve. Mais alguns dias, aprende que a manha da sua função é "representar" demandas pontuais, locais, de pessoas ou famílias, mas nunca pensar o município. Aliás, o que aparece logo cedo é que fazer lei é sinal de falta de habilidade, uma espécie de ação de nerd. E aprende, finalmente, que pressionar o prefeito (principalmente no período de aprovação do orçamento municipal) para negociar "benefícios" é o momento alto da sua carreira. Daí surgem outros expedientes "menores", como viajar muito para conseguir diárias em proveito próprio.
Como bônus, aprende que se conseguir uma foto ou uma breve audiência com o governador já abre a possibilidade de dizer que é "unha e carne" do rapaz.
O aumento de 61% pleiteado pelos vereadores de Belo Horizonte parecia corroborar esta minha convicção. Mas não é que alguns vereadores aprenderam a ler a vontade real do eleitor? O jornal Hoje em Dia desta quinta estampa o resultado de uma breve pesquisa que realizou. De 23 vereadores ouvidos, 11 já recuaram e não querem mais vota a favor deste aumento. Alguns dirão que é oportunismo. Mas Santo Oportunismo, este. Porque democracia é isto mesmo: vereador é FUNCIONÁRIO do eleitor. E se o eleitor MANDA ele fazer algo, tem que fazer rapidinho. Caso contrário, não é democracia.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Se o mundo tivesse 100 pessoas LEGENDADO (premio Cannes)

Ter pinto é crime

Luciano Alvarenga
Uma coisa é o movimento feminista, outra, são as mulheres. Feministas gostam de política, ou pelo menos de terem contra o que levantar suas bandeiras de ódio; mulheres gostam de homens e de uma vida alem da política. O movimento feminista foi desde o princípio, pelo menos aquilo que se pode chamar assim, nos anos 1950, não em direção as mulheres, mas contra os homens. O homem sempre foi o alvo do movimento; não se trata de libertar a mulher seja do que for que se imagine ela precise ser liberta, mas de constranger o masculino de tal forma que o movimento feminista, não as mulheres, tenha mais e mais poder. Aliás, o movimento feminista não está nem ai com as mulheres, basta ver o absoluto silêncio desse movimento em relação à presença de um jogador de vôlei masculino (há quem acredite que lhe terem amputado o pênis e convertê-lo numa vagina, o tornou mulher, kkkkk) num time feminino, sem que isso cause o menor constrangimento político no movimento feminista (aqui é mais…

Classe média alta de Rio Preto no tráfico de drogas

Cocaína e ecstasy rolam solto na alta rodaAllan de Abreu Diário da Região Arte sobre fotos/Adriana CarvalhoMédicos são acusados de induzir o consumo de cocaína e ecstasy em festas raveFestas caras com música eletrônica e bebida à vontade durante dois ou três dias seguidos, promovidas por jovens de classe média-alta de Rio Preto, se tornaram cenário para o consumo de drogas, principalmente ecstasy e cocaína. A constatação vem de processo judicial em que os médicos Oscar Victor Rollemberg Hansen, 31 anos, e Ivan Rollemberg, 25, primos, são acusados pelo Ministério Público de induzir o consumo de entorpecentes nesse tipo de evento.

Oscarzinho e Ivanzinho, como são conhecidos, organizam há seis anos a festa eletrônica La Locomotive. A última será neste fim de semana, em Rio Preto. Cada festa chega a reunir de 3 mil a 4 mil pessoas. Segundo a denúncia do Ministério Público, os primos “integram um circuito de festas de elevado padrão social e seus frequentadores, em especial os participa…