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Com o prestígio em queda, Kassab virou aliado tóxico

Folha

  Luiz Carlos Murauskas/Folha
Após herdar a cadeira de prefeito de José Serra, em 2006, Gilberto Kassab conquistou-a nas urnas, em 2008. Nessa época, degustava índice de aprovação de 61%.
Dizia-se que Kassab alçara um voo que o levaria ao governo de São Paulo. Às voltas com a própria sucessão, Kassab tornou-se um avião em declínio.
Hoje, informa o Datafolha, apenas 20% dos paulistanos consideram a gestão Kassab ótimo ou boa. É desaprovado por 40%.
Numa escala de zero a dez, o prefeito recebeu nota média de 4,5. Se fosse aluno de uma escola municipal, repetiria o ano.
Patrono e amigo de Kassab, José Serra insinuou que o PSDB deveria se abster de lançar candidato a prefeito, entregando a cabeça da chapa ao PSD de Kassab.
A ideia não faz nexo. Guilherme Afif Domingos, o preferido de Kassab, obteve no Datalha 3% das inenções de voto.
Para complicar, a sondagem informa que 49% do eleitorado não se dispõe a votar num candidato apoiado por Kassab.
Visto pelo lado financeiro, Kassab é um aliado poderoso. É grande sua capacidade de coleta. Sob o ângulo politico, porém, o prefeito virou um aliado tóxico.

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