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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Do ciúme e da inveja


Quanto mais eu entendo as coisas e o mundo em que vivemos, mais cresce em mim a certeza de que não é possível no atual estado de coisas criar pessoas saudáveis, equilibradas, responsáveis, conscientes de si, com amor próprio, autoconfiança, desejo de realizar e amadurecer.
Nossa sociedade desgraçadamente cultiva o descaso, a irresponsabilidade, o desejo pelas coisas fúteis, o principio de ser feliz individualmente, o consumo como expressão de realização, o eu antes do nós, a idéia de que qualquer coisa que exija dedicação, aperfeiçoamento, tempo e paciência não vale a pena.
Uma sociedade calcada em tais valores cria pessoas imaturas, inseguras, incapazes de decidir qualquer coisa baseada em valores coletivos e públicos. O que vemos por todos os lados é todo tipo de problema como extensão desse tipo de vida.
Drogas, consumo, matança no trânsito, corrupção, falta de ética em tudo e em todo lugar, a certeza de que é cada um por si e que todo mundo se dane. O ciúme e a inveja como os dois sentimentos predominantes em nosso meio, o ressentimento pelo pouco que temos em contrapartida ao muito que julgo que outro injustamente tenha.
Por que é assim, quanto mais iguais somos na partida mais injusto consideramos o resultado na chegada. Afinal, se todos somos iguais certamente somos diferentes nos resultados que alcançamos. Aqui nasce a inveja, que não é nova, Caim e Abel nos lembram dela, mas com certeza ela não foi tão extensa e violenta em seu alcance como hoje.
E quanto mais a arte da guerra nos incita a vitória todos os dias, mais ostentamos nossos objetos de consumo e quanto mais ostentamos mais envergamos com o peso da inveja, e quanto mais inveja, mais sozinhos e mais tristes.
Nada bom pode sair de uma sociedade baseada nisso. L.A

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