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Nós ou eles?

Viver a vida 
Nenhuma notícia na imprensa pátria. Desconhecimento absoluto. Como se nada houvesse acontecido. No entanto, ocorreu. Uma onda de suicídios de executivos varre a França. A França é o país europeu onde mais se verificam atos de morte voluntária. Todos os anos, mais de cento e sessenta mil pessoas atentam contra a própria vida. Doze mil morrem. O caso francês, com situações correlatas em outros países da União Europeia, indica uma situação social de anormalidade. A Europa encontra-se esgotada. O velho continente já não aponta para novas conquistas intelectuais ou materiais. Está em processo de fragilização. No entanto, muitos brasileiros ainda ficam extasiados quando se referem à Europa. São incapazes de perceber que o vento do novo sopra sobre a América Latina, apesar das aparências por vezes em contrário. É neste continente - exatamente o Novo Mundo - onde se realizam as grandes mudanças. Após anos de colonização direta e mental, os latino-americanos compreenderam a importância de se debruçar sobre as próprias raízes e captar a seiva que vem desta experiência. Já não há menosprezo para os autóctones. Ser descendente dos colonizadores ibéricos já não é importante. Leva-se em consideração, na atualidade, o saber viver os valores locais. Durante séculos, a História dos povos latino-americanos foi contada de acordo com a ótica do colonizador. Tudo era visto, a partir das descrições dos padres missionários. A situação mudou. Os antigos manuais utilizados nos confessionários foram postos de lado. O pesado complexo de culpa que era disseminada na sociedade foi superado. Hoje, nos trópicos e subtrópicos vive-se mais espontaneamente. De acordo com a natureza e de conformidade com valores elaborados, por aqui, no decorrer dos séculos. Os surtos de melancolia que percorrem a Europa não atingem as praias do Atlântico Sul ou do Pacífico austral. Novas formas de convivência brotaram abaixo do Equador, de maneira acentuada no Brasil. Não recebemos os acordes tristes do fado. Ficamos com os ritmos vibrantes da África. Admiramos a capoeira e a transformamos no balé das terras do Sol. Tudo isto parece mero ufanismo. Talvez seja. É incontestável, contudo, que se vive, nestas terras ensolaradas, de maneira diferente de nossos ancestrais europeus. Eles trouxeram as velhas tradições de culto aos mortos. Ergueram cemitérios grandiosos. A morte se encontrava presente em todos os aspectos do cotidiano. Nada, porém, menos presente nos costumes nacionais que a morte. Diferente de outros povos, onde o culto à morte é fundamental, os brasileiros amam a vida. Querem viver e deixar viver. A dramática onda de suicídio presente na França, dificilmente ocorreria por aqui. As pessoas contam, aqui, com tantos desafios. Estes geram otimismo espontâneo. É importante que os brasileiros, especialmente aqueles que se orgulham de suas posições acadêmicas, exponham mais sobre o Brasil e suas qualidades. São poucos os mestres que buscam na História do Brasil base para suas aulas. Gostam de mostrar erudição. Citar autores nacionais parece pouco qualificado. São os intelectualmente colonizados. Precisam se libertar das amarras com o velho continente sem vigor. A nostalgia não é sentimento presente na alma brasileira. Aqui se vive intensamente. Os corpos possuem a vibração vinda da própria atmosfera. É preciso entender as exigências de nossa sociedade sob pena de alienação. Os dramáticos suicídios disseminados entre os franceses demonstram um esgotamento de energia no espaço europeu. Vamos aproveitar a energia de nossa gente e construir novas formas de convivência. Cláudio Lembo é advogado e professor universitário. Foi vice-governador do Estado de São Paulo de 2003 a março de 2006, quando assumiu como governador.

Comentários

Pastor Afonso disse…
Já que o Sr não postou nada sobre o Desfile de 7 de Setembro de Rio Preto....
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Todo protesto é digno e merece respeito quando dentro dos limites da lei
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No entanto, hoje no 7 de Setembro, percebeu-se descaradamente, que o 'movimento' #vergonhariopreto tem um fundo partidário que o move, como o jornalista Jair Viana tão bem revelou no seu Programa de TV Luciano Alvarengaal, e inclusive ele põe nome aos bois
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Mas se já não bastasse a manipulação de uma escola Cooperativa neste 'movimento'
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Hoje a Tv Record de Rio Preto, enquanto entrevistava membros do #vergonhariopreto, revelou que o Marcelo Henrique, aquele que foi candidato a Senador em 2010 pelo PSOL, circulava com muita liberdade, tranquilidade e propriedade entre os manifestantes do #vergonhariopreto em sua concentração
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Realmente é uma vergonha rio preto
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Se este movimento começou pelo povo, esta sendo conduzido por partidários
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Não que isso seja errado, mas aquele 'brilho' e 'brio?' da isenção popular, de que ''o povo de Rio Preto esta se levantando para protestar'' , já não existe mais, e se resta alguma coisa, para salvar o movimento, retirem os partidários do psol logo
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Outra coisa que incomoda muito a gente, é o ódio, a gitaria do xingamento, da ofensa moral contra uma autoridade do municipio
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Píor ainda vilipendiarem a estatua do Prefeito Alberto Andalo....se o movimento é organizado, deveriam pensar nisso
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Aquilo que você é, troveja tão alto que eu não posso ouvir aquilo que você me diz. (J. M. Price)

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